Apartamento tem piscina, sauna, adega e cinco suítes
Mais de 13 anos após o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, a cobertura onde o crime ocorreu foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. O imóvel pertence atualmente aos pais da vítima, que assumiram a propriedade após o fim da disputa judicial envolvendo Elize Matsunaga. A informação foi divulgada pelo jornalista Ullisses Campbell, de O Globo.
Segundo representantes da família, o apartamento já teria sido negociado. Apesar disso, o imóvel ainda aparece anunciado em plataformas imobiliárias, que seguem permitindo o agendamento de visitas.
A cobertura permaneceu por anos no centro de uma batalha judicial. Em 2008, Marcos Matsunaga comprou duas coberturas e registrou uma delas em nome de Elize por meio de uma doação. Após a condenação pelo assassinato do empresário, ela perdeu o direito sobre o imóvel e tentou recuperá-lo na Justiça, sem sucesso. Com o encerramento do processo, as duas unidades passaram definitivamente para os pais de Marcos, que decidiram vendê-las.
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O imóvel ocupa quatro pavimentos de um edifício construído em 1990 e reúne itens de alto padrão, como piscina privativa, sauna seca com sala de descanso, adega climatizada, cinco suítes, quatro vagas de garagem, dois depósitos e vista panorâmica da capital paulista.
Originalmente formado pela união de duas unidades, o apartamento tinha cerca de 370 metros quadrados quando era ocupado pelo casal. Entre os diferenciais estavam um quarto do pânico, escondido atrás de um armário e equipado com portas blindadas, climatização independente e linha telefônica exclusiva, além de uma adega para armazenar a coleção de vinhos do empresário.
Segundo a imobiliária responsável pela venda, o valor pedido está cerca de 32% abaixo da média das demais coberturas do mesmo edifício, sendo anunciado por aproximadamente R$ 8,2 mil por metro quadrado.
O imóvel ficou conhecido nacionalmente por ser o cenário do assassinato de Marcos Matsunaga, em 19 de maio de 2012. De acordo com a investigação, Elize Matsunaga matou o marido após uma discussão motivada pela descoberta de uma traição. Em depoimento, ela afirmou que atirou no empresário depois de ser ofendida durante a briga.
No dia seguinte ao crime, Elize esquartejou o corpo dentro da cobertura, colocou os restos mortais em malas e os abandonou em uma área de mata em Cotia, na Grande São Paulo, onde foram encontrados pela polícia. Ela confessou o homicídio e participou da reconstituição dos fatos durante as investigações.
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Em 2016, Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Posteriormente, o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 16 anos, 3 meses e 3 dias. Atualmente, ela cumpre o restante da condenação em regime aberto.