Alberto de la Espriella, advogado da extrema direita apoiado por Trump, e o esquerdista Iván Cepeda, candidato do atual presidente Gustavo Petro, disputam pleito
As urnas foram abertas neste domingo (21) na Colômbia para o segundo turno das eleições presidenciais, em uma disputa marcada pela polarização política e pelo embate entre projetos de direita e esquerda no país.
A votação coloca frente a frente o candidato Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, e o candidato da extrema direita Abelardo de la Espriella, que venceu o primeiro turno e se apresenta como oposição direta ao atual governo.
De acordo com o cenário eleitoral, Cepeda representa a continuidade da gestão de Petro, que está impedido de disputar a reeleição pela Constituição colombiana. Já Espriella defende uma mudança radical na condução política do país, com foco no endurecimento das políticas de segurança e na redução do tamanho do Estado.
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Durante a campanha, Espriella ganhou destaque ao defender medidas mais rígidas contra o crime organizado, incluindo o fortalecimento das forças de segurança e a construção de megaprisões. Ele também prometeu cortes em programas sociais e redução de impostos, além de incentivo à exploração de petróleo.
Já Iván Cepeda tem adotado um discurso voltado à continuidade das políticas sociais do governo atual e à manutenção das negociações de paz com grupos armados. Na reta final da campanha, o governo colombiano anunciou avanços em acordos que resultaram na entrega de armas por parte de grupos insurgentes.
A segurança pública foi um dos principais temas do processo eleitoral, com a violência sendo apontada por analistas como a maior preocupação dos eleitores colombianos, superando até questões econômicas.
Pesquisas de intenção de voto indicam uma disputa acirrada entre os dois candidatos, com leve vantagem para Espriella em alguns levantamentos. O resultado final pode ser divulgado ainda neste domingo, com cerca de 40 milhões de eleitores aptos a votar no país.
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O pleito é considerado decisivo para os rumos políticos da Colômbia e pode influenciar o cenário de governos de direita e esquerda na América Latina.