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Com duas semanas de guerra, Trump insiste em Irã derrotado, mas conflito persiste
Foto: Reprodução

As forças americanas afirmaram ter atingido mais de 90 alvos militares em Kharg, mas disseram ter poupado as instalações petrolíferas

Após duas semanas de guerra no Oriente Médio, o presidente Donald Trump insiste que o Irã foi "completamente derrotado", embora Teerã continue atacando os países da região, o petróleo se mantenha em preços recordes e o regime islâmico esteja ameaçando reduzir "a cinzas" as infraestruturas energéticas ligadas aos Estados Unidos em caso de um ataque contra instalações petrolíferas em seu principal terminal de exportação.

 

Os EUA foram direto na jugular econômica do Irã ao atacar, na sexta-feira (13), a ilha de Kharg. Situada no norte do golfo Pérsico, a cerca de 30 quilômetros da costa iraniana, a ilha abriga o maior terminal petrolífero do país persa, por onde passam quase 90% de suas exportações de petróleo.

 

As forças americanas afirmaram ter atingido mais de 90 alvos militares em Kharg, mas disseram ter poupado as instalações petrolíferas. Trump está diante de um dilema: se atacar as instalações petrolíferas de Kharg, infligirá um duro golpe contra Teerã, mas os preços do óleo podem subir ainda mais.

 

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O barril chegou a bater em US$ 120 nos últimos dias, valor mais alto dos últimos quatro anos. A alta no petróleo já pressiona a inflação nos Estados Unidos e no mundo e pode ter custo politico alto para Trump nas eleições de meio de mandato, em novembro. Além disso, um bombardeio americano contra instalações petrolíferas em Kharg poderia levar o Irã a ampliar seus ataques retaliatórios a países do Golfo, mirando alvos de energia e dessalinização de água, impondo grandes custos humanitários.

 

A guerra, desencadeada pelos ataques americanos e israelenses contra o Irã em 28 de fevereiro, colocou em risco o fornecimento mundial de petróleo, cujos preços dispararam devido ao bloqueio por parte de Teerã da estratégica passagem de Hormuz. Cerca de 20% a 25% do fornecimento do petróleo do mundo passa pelo estreito. A agência de operações comerciais marítimas do Reino Unido informou que 16 navios foram atacados no golfo da Arábia, no estreito de Hormuz e no golfo de Omã.

 

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