Negociações estagnaram na Câmara, e Senado tem agenda difícil para analisar pauta que é bandeira defendida pela direita bolsonarista
Com cerca de 10 dias para o início do recesso, parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo seu filho e escolhido como pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enfrentam o dilema sobre o que fazer a respeito da anistia para os presos do 8 de Janeiro. O texto está estagnado na Câmara dos Deputados sem acordo e não tem espaço no Senado.
A demora se dá pela falta de apoio à proposta do relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que quer um modelo de redução de penas, e não uma anistia “total e irrestrita”, como é pleiteada por bolsonaristas.
O filho mais velho de Bolsonaro citou a votação como uma das suas prioridades para esses primeiros momentos da sua pré-candidatura, e tenta apoio de líderes do Centrão – com quem se reuniu da noite de segunda-feira (8/12) em sua casa.
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Flávio condiciona a anistia como parte do “preço” para retirar a candidatura a abrir espaço para um nome do Centrão nas eleições do ano que vem. A declaração não caiu bem com o relator da proposta, que disse que “anistia para Bolsonaro está fora de questão”.
Fonte: Metrópoles