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Com saída de Anselmi do Botafogo, Brasileirão tem média de um técnico demitido por rodada; confira
Foto: Reprodução

Treinador argentino deixa o comando do time alvinegro mesmo após vitória sobre o Bragantino fora de casa

Mesmo com a vitória sobre o Bragantino por 2 a 1, fora de casa, ontem, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o argentino Martin Anselmi não resistiu no comando do Botafogo e acabou sendo o oitavo técnico demitido por um clube da série A em 2026. Ele consolida a média de uma demissão por rodada no torneio. Argentinos foram os que mais sofreram, dos oito, metade é do país.

 

Na rodada anterior, na última quinta-feira, o Santos já havia demitido o compatriota Juan Pablo Vojvoda, após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, na Vila Belmiro. Mas, além dos "hermanos", ainda estão na lista o Tite, que era do Cruzeiro, Juan Carlos Osório (Remo), Fernando Diniz (Vasco), Jorge Sampaoli (Atlético-MG), Filipe Luís (Flamengo) e Hernán Crespo (São Paulo), que tiveram suas demissões decretadas tanto pelo desempenho no Brasileiro quanto pelos resultados nos campeonatos regionais.

 

Sampaoli foi o primeiro demitido ainda na terceira rodada após empatar com o Remo, exatamente um mês antes do rival cruzeirense. Diniz deixou o Vasco na sequência. Além do Brasileiro, o peso maior para a saída do treinador cruz-maltino foi a eliminação do Carioca nas semifinais para o Fluminense. Osório também foi vítima do estadual. No Paraense ele foi demitido após perder a primeira final para o Paysandu.

 

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Filipe Luís e Crespo deixaram seus cargos por pressão interna para além dos resultados. O ex-técnico do Flamengo caiu após o rubro-negro golear o Madureira por 8 a 0 pelo Carioca. O São Paulo também decidiu pela demissão do seu treinador apesar de o time figurar entre os líderes do Brasileiro.

 

CALENDÁRIO CURTO E MAIS DEMISSÕES


A mudança de calendário do futebol brasileiro parecia que ia dar uma trégua aos treinadores. Mas não foi o que aconteceu. O início antecipado do Brasileiro, que começou na última semana de janeiro com os Estaduais em andamento, não serviu de justificativa para as torcidas e diretorias dos clubes.

 

A temporada atual, inclusive, tem sido mais cruel com os técnicos dos que as últimas. Em 2025, por exemplo, foram cinco demissões nas seis primeiras rodadas (Mano Menezes/Fluminense, Pedro Caixinha/Santos, Gustavo Quinteros/Grêmio, Ramón Díaz/Corinthians e Fábio Carille/Vasco).

 

No ano anterior, as diretorias estavam ainda mais tranquilas. Somente dois treinadores (Thiago Carpini/São Paulo e Ramón Díaz/Vasco) deixaram o cargo até esse período da competição. Em 2023, foram três: Antonio Oliveira/Coritiba, Fernando Lázaro/Corinthians e Rogério Ceni/São Paulo.

 

SAÍDA DE ANSELMI


No total, são 18 jogos pelo Botafogo, com sete vitórias, dois empates e nove derrotas, aproveitamento de 42,6%. A vitória serviu para tirar o time da zona de rebaixamento, chegando ao 15º lugar do Campeonato Brasileiro com seis pontos conquistados em 18 disputados — mas o alvinegro também foi eliminado na terceira fase da pré-Libertadores para o Barcelona de Guayaquil.

 

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O técnico de 40 anos tinha vínculo até o fim de 2027 com o alvinegro, que, em meio a uma crise financeira, precisará pagar a multa rescisória para o comandante. Martín Anselmi foi anunciado no dia 22 de dezembro pelo Botafogo para substituir o técnico Davide Ancelotti, que deixou o comando do clube no fim do ano passado. Além das eliminações no Carioca e na Pré-Libertadores, o trabalho do treinador argentino ficou marcado pelas derrotas nos clássicos: foram cinco jogos contra rivais, com cinco derrotas.

 

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