Coronel Muniz fez um balanço geral sobre o trabalho do CBMAM em 48 horas de buscas pelas sete pessoas desaparecidas
O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Muniz, divulgou em entrevista coletiva na tarde deste domingo, 15, informações detalhadas sobre as operações e busca e regate das sete vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, que ainda estão desaparecidas no Encontro das Águas.
Inicialmente o coronel informou que diversos fatores que dificultam a operação. Fatores hidrodinâmicos no Encontro da Águas interferem muito nas operações e buscas. Uma delas são as mudanças de direcionamento das correntes de “arrasto”.
O comandante também pontuou que principalmente no rio Solimões a correnteza é bem mais forte que do rio Negro. Isso se complica com a diferença na densidade de temperatura em todo o Encontro das Águas. A profundidade dos tiros naquela região, também é “muito grande também isso é um complicador para as operações”, disse o coronel.
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Coronel confirmou que área de buscas é bastante extensa e dificuldades
com correnteza entre outros fatores divicultam as operações
No total estão atuando nas buscas desde o começo da manhã deste domingo um total de 25 bombeiros mergulhadores, todos bastante experientes e tem mergulhador com mais de 18 anos de atividades busca e resgate em locais de profundidade, além do apoio de bombeiros recém-formados.
“Nós vamos continuar as operações até que consigamos dar uma resposta adequada. Estamos ampliando e inclusive, já envolvemos as equipes do nosso quartel de Itacoatiara, que está subindo o rio, porque existe a possibilidade das cargas, bagagens e as vítimas, que já pode estar a quilômetros do local do naufrágio”, asseverou o comandante.
Por ser uma área muito extensa, pode ar a impressão que não existe equipe e embarcação do Corpo de Bombeiros fazendo varredura. O corpo de Bombeiros está aumentando a quantidade de equipes e embarcações para aumentar essa capacidade de varredura.
Secretária adjunta da Seas também falou sobre o trabalho
de assistência social e psicoógico que está sendo
dado aos familaires das vítimas
Mais de 10 quilômetros de extensão dos rios já foram percorridos nestas quase 48 horas de buscas para encontrar os possíveis afogados. Passado esse período, o coronel Muniz também disse que existe a possiblidade desses corpos boiarem nas próximas horas.
A partir deste domingo, foi iniciado o emprego do componente aéreo, com a aeronave já fazendo voos durante a tarde, em pontos específicos. ”A partir desta próxima segunda-feira, teremos continuidade no apoio aéreo todos os dias e dentro das necessidades de operações de buscas”.
A utilização de drogas, para fazer as verificações em locais de difícil acesso onde a aeronave e as equipes de bucas em embarcações não conseguem chegar. É um conjunto de equipamentos tecnológicos também sendo utilizados nas operações.

Sonares que serão utilizados nas operações de busca
e resgate e na svarreduras de toda a extençaõ do rio
O coronel Muniz confirmou que em parceria do o Governo do Estado de São Paulo foram incorporados mais equipamentos nas operações. São sonares de varredura lateral e vertical que vão somar esforços com os sonares que já estão sendo empregados.
Mais mergulhadores, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo, também estão chegando a Manaus, graças a parceria que foi concretizada juntamente com o Governo do Amazonas.
A secretaria adjunta de Ação Social, Selma Melo, também participou da coletiva e disse que a Seas, está trabalhando com equipes de assistência e psicólogos para atender e orientar as famílias das pessoas desaparecidas. Vamos estar nessa próxima segunda-feira, no porto do Roadway, atendendo estas pessoas”, disse Selma Melo.

Domingo de operações de busca e resgate desde às 6h
da manhã na imensa área do naufrágio (Fotos: Diviçgação)
Na entrevista realizadas às 14h30 o comandante do CBMAM encerrou confirmando que o equipamento sonar Side Scan (varredura lateral) será utilizado fazendo o que ele chamou de “cobertura refinada”. É um equipamento lançado em maior profundidade, se aproxima mais de qualquer objeto submerso e faz uma leitura mais precisa.
O segundo equipamento apresentado, tem a capacidade de detectar qualquer metal. O equipamento foi solicitada e está sendo utilizado nas buscas e resgate, por conta da embarcação que naufragou era uma lancha metálica. “Isso também vai facilitar muito o desfecho das nossas operações”, concluiu o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.
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