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Comando Vermelho intensifica disputa por territórios dominados pela milícia na Zona Oeste; entenda
Foto: Reprodução

Em uma guerra que já dura dois anos, o Comando Vermelho tenta ocupar áreas dominadas pela milícia, principalmente na Zona Oeste da cidade. A morte do auxiliar de serviços gerais Francisco de Assis Ricardo de Almeida, de 40 anos, confundido com um miliciano por estar vestindo uma camisa preta, na última sexta-feira, no Catiri, em Bangu, é mais uma das diversas execuções que têm acontecido decorrentes da disputa de território entre os grupos criminosos.

 

A favela do Catiri, onde ocorreu o crime, fica em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A região é dominada pela milícia e sofre investidas da facção desde 2023. Segundo informações da polícia, os bondes para invadir a comunidade têm origem na Vila Kennedy, comunidade sob o domínio da organização. Os traficantes geralmente utilizam a região de mata entre as duas comunidades para atravessar fortemente armados e realizar os ataques.

 

A milícia da região era comandada por Marcos Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, morto em novembro de 2022, na guerra entre bicheiros pelo monopólio do jogo ilegal na Grande Tijuca e na Zona Sul do Rio.

 

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Entre as fontes de renda da milícia local, está a exploração de vans e a segurança clandestina imposta a moradores, pequenos comerciantes e empresas. Os paramilitares também lucram com a distribuição clandestina de TV a cabo e com a ocupação e comercialização irregular de terrenos nas localidades onde estão presentes. Fortemente armado, o bando é apontado como responsável por diversos homicídios.

 

Os criminosos também utilizam o aterro sanitário de Gericinó, vizinho ao complexo penitenciário homônimo, como local de descarte dos corpos de desafetos. A informação consta em um inquérito remetido à Justiça pela Draco em 2016.

 

O processo de invasão pelo tráfico se espalha por várias outras favelas do Rio, principalmente na Zona Oeste. Historicamente dominada pela milícia, a Muzema, no Itanhangá, ficou em guerra por meses até ser dominada pelo tráfico.

 

As favelas da Gardênia e de Rio das Pedras têm sido alvo, nos últimos anos, de uma sequência de tentativas de domínio pela facção criminosa, por meio de tiroteios e mortes.

 

As investidas se intensificaram após uma série de prisões e a morte do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, que levaram a um enfraquecimento da milícia de Rio das Pedras, principalmente. Ao perceber isso, traficantes do Comando Vermelho começaram a realizar investidas para tomar o território na região.

 

Francisco de Assis Ricardo de Almeida, de 40 anos, foi morto a tiros na comunidade do Catiri, na Zona Oeste do Rio, na noite da última sexta-feira. Segundo relatos e um vídeo que circula nas redes sociais, ele estava parado em frente a uma igreja evangélica da qual ele era membro e foi assassinado por traficantes da Vila Kennedy por estar vestindo uma camisa preta. Segundo a Polícia Militar, criminosos que estavam em um carro dispararam contra a vítima na rua Capitão Bonito, em Bangu.

 

Testemunhas que aparecem na gravação dizem que Francisco teria ido à igreja “para fazer projeto” com outros integrantes. Próximo ao corpo, alguns dizem que ele era “obreiro da igreja” e um homem liga para o pastor. “Mataram o obreiro da igreja, sabe que não pode andar de preto”, diz uma mulher no vídeo.

 

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A morte está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Segundo a Polícia Civil, uma perícia foi feita no local e as diligências estão em andamento para apurar a autoria e a motivação do crime. 

 

Fonte:Extra

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