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Combustíveis disparam no Brasil e diesel já acumula alta de mais de 23% no mês
Foto: Divulgação

Escalada do petróleo no exterior pressiona preços, enquanto governo intensifica fiscalização e tenta evitar crise de abastecimento

Os preços dos combustíveis seguem em trajetória de alta no Brasil e já acumulam quatro semanas consecutivas de aumento, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O avanço ocorre em meio a tensões no mercado internacional e a uma força-tarefa do governo para fiscalizar possíveis abusos nos valores cobrados ao consumidor.

 

De acordo com os dados mais recentes, o preço médio da gasolina passou de R$ 6,65 para R$ 6,78 por litro, registrando alta de 1,96% na semana. Já o diesel teve aumento ainda mais expressivo, subindo 2,62% de R$ 7,26 para R$ 7,45 por litro.

 

No acumulado do mês, o impacto é ainda mais significativo: o diesel já encareceu 23,56%, enquanto a gasolina teve elevação de 7,96%.

 

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A principal ??????? para a alta é o aumento do preço do petróleo no mercado global, impulsionado pela intensificação do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã. A cotação da commodity ultrapassou os US$ 100 por barril, pressionando toda a cadeia de combustíveis.

 

Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo agravou o cenário, reduzindo a oferta global e elevando os custos de importação.

 

RISCO DE DESABASTECIMENTO E QUEDA NAS IMPORTAÇÕES

 

O cenário também tem impactado diretamente os importadores brasileiros. Diante da alta volatilidade internacional e da defasagem de preços no mercado interno, empresas vêm reduzindo os pedidos de importação.

 

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, o diesel vendido pela Petrobras está cerca de 73% abaixo do valor praticado no exterior uma diferença de aproximadamente R$ 2,62 por litro. No caso da gasolina, a defasagem chega a 53%.

 

Essa diferença desestimula a importação, já que há risco de prejuízo na revenda no mercado interno. Como consequência, o volume previsto de importações para abril caiu drasticamente de uma média de 1,5 milhão de metros cúbicos para cerca de 400 mil.

 

FISCALIZAÇÃO E OPERAÇÃO NACIONAL

Diante da escalada dos preços, o governo federal intensificou a fiscalização no setor. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Vem Diesel”, com ações em 11 estados e no Distrito Federal.

 

A operação conta com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor, da própria ANP e de órgãos de defesa do consumidor, como os Procons estaduais. O objetivo é investigar possíveis crimes contra a ordem econômica, tributária e as relações de consumo.

 

MEDIDAS EMERGENCIAIS E REAÇÃO DO GOVERNO

 

Para tentar conter a crise, a Petrobras anunciou aumento na oferta de combustíveis em abril, com acréscimo de:

 

70 milhões de litros de diesel S10 (cerca de 2% do volume mensal)


95 milhões de litros de gasolina (aproximadamente 5% do total)

 

Especialistas, no entanto, avaliam que esses volumes são insuficientes para equilibrar o mercado.

 

A ANP também determinou medidas para ampliar a transparência no setor, exigindo dados detalhados sobre importações, estoques, preços e logística de distribuição.

 

Paralelamente, o tema vem sendo discutido no Conselho Nacional de Política Fazendária, que reúne secretários estaduais de Fazenda sob coordenação do Ministério da Fazenda.

 

O governo federal já havia zerado o PIS/Cofins sobre o diesel tributo que representa cerca de 12% do preço final, mas o impacto não chegou ao consumidor, devido aos reajustes praticados pela Petrobras às distribuidoras.

 

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Com a combinação de fatores externos e internos, o mercado de combustíveis vive um momento de forte instabilidade. A continuidade do conflito internacional, aliada à redução das importações e à defasagem de preços, mantém o risco de novos aumentos e até de problemas de abastecimento nas próximas semanas. 

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