Versátil, o cominho é usado em diversas culturas tanto por seu sabor forte quanto por suas propriedades benéficas à saúde, como estimular o sistema digestivo e sua ação anti-inflamatória
Presente em diversas culinárias ao redor do mundo — da mediterrânea à indiana, passando pela árabe e mexicana — o cominho é um tempero conhecido por dar sabor intenso a pratos como curry e fajitas. Além de realçar o gosto dos alimentos, a especiaria também possui diversos benefícios para a saúde, como melhorar a digestão, reduzir inflamações e ajudar no controle do colesterol.
Segundo o Instituto McCormick de Ciências, o cominho é originário do Irã e da região do Mediterrâneo. Registros indicam que ele já era utilizado há cerca de 5 mil anos, inclusive como ingrediente no processo de mumificação de faraós no Egito Antigo. Antigas tradições também afirmavam que casais que carregassem sementes de cominho durante o casamento teriam uma vida longa e feliz.
Na culinária, o que se utiliza dessa planta da família Apiaceae são suas pequenas sementes marrom-escuras, que podem ser usadas inteiras ou moídas em pó. Apesar do tamanho pequeno, o tempero tem aroma forte e sabor levemente amargo e adocicado, por isso deve ser usado com moderação.
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As sementes também podem ser usadas para fazer infusões, bastando adicionar água quente e deixá-las descansar por alguns minutos. De acordo com o Ministério da Agricultura da Argentina, no país o cominho é muito utilizado em receitas tradicionais como empanadas e massas. A especiaria também aparece na produção de bebidas, incluindo licores aromatizados com anis e canela.
A nutricionista Sol Vázquez, fundadora do Centro de Nutrição Funcional Planta Made, afirma que o cominho pode ser utilizado de diversas formas: torrado, frito, consumido puro ou combinado com outras especiarias. Ele também pode ser triturado em pilão para liberar seus óleos essenciais.

Entre os principais benefícios à saúde, especialistas destacam a melhora do funcionamento digestivo. A consultora em nutrição natural Yael Hasbani explica que a especiaria ajuda o sistema digestivo a processar melhor os alimentos e pode aliviar desconfortos como gases, inchaço e dispepsia.
Um estudo sobre o uso de extrato de cominho em pacientes com Síndrome do Intestino Irritável mostrou que, após quatro semanas de consumo, houve melhora significativa dos sintomas da condição.

Fotos: Reprodução
O cominho também possui compostos antioxidantes, como flavonoides e terpenoides, que ajudam a combater radicais livres e reduzir inflamações no organismo. Pesquisas publicadas na revista científica Complementary Therapies in Clinical Practice indicam ainda que o consumo da especiaria pode reduzir o colesterol LDL (considerado “ruim”) e os triglicerídeos, ao mesmo tempo em que aumenta o HDL, conhecido como colesterol “bom”.
Apesar dos benefícios, especialistas alertam que algumas pessoas devem ter cautela no consumo. O site médico WebMD recomenda evitar o uso excessivo em casos de alergias, durante a gravidez ou amamentação e em pessoas com distúrbios hemorrágicos, já que o cominho pode interferir na coagulação sanguínea.
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Para preservar suas propriedades, a recomendação é armazenar o tempero em local fresco, seco e protegido da luz, evitando a exposição ao calor e ao oxigênio, que podem reduzir sua ação antioxidante.