A ministra Marina Silva foi alvo de ataques dentro do Senado Federal: terrorismo parlamentar e violência política
A recente violência política sofrida pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no Senado, por parlamentares (homens e brancos) não é um caso isolado, mas sim reflexo de uma realidade alarmante enfrentada diariamente por milhões de mulheres no Brasil. Essa agressão simbólica e institucional está entrelaçada com a violência física, psicológica e sexual que atinge mulheres em seus lares, locais de trabalho e espaços públicos.
Fica então um questionamento: Se esse tipo de violência atinge uma parlamentar, uma ministra de Estado, imagine o que não acontece com a trabalhadora invisibilizada e vulnerável? É a dura realidade brasileira, onde gênero e condição social se cruzam para aprofundar desigualdades e violências.Há um agravante ainda mais perverso na violência sofrida pela ministra: ela é uma mulher negra.
O racismo estrutural se soma ao sexismo, ampliando a vulnerabilidade e a violência, evidenciando como a interseccionalidade de gênero e raça agrava as desigualdades e alimenta práticas violentas, mesmo — e sobretudo — contra mulheres que ocupam espaços de poder.
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A violência contra as mulheres se manifesta de diversas formas, muitas vezes de maneira silenciosa e naturalizada no ambiente de trabalho. No setor bancário, essa realidade é ainda mais evidente entre as mulheres que lidam diretamente com o público ou em áreas de liderança, mais expostas a agressões e situações de assédio.
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As que atuam em áreas como cobrança são particularmente vulneráveis, tornando-se alvos recorrentes de insultos, humilhações e constrangimentos que configuram formas de assédio moral e violência psicológica. Essas agressões impactam profundamente a saúde mental e física dessas trabalhadoras, revelando como o ambiente profissional pode ser um espaço de reprodução da violência de gênero.
Fonte: Revoista Forum