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Como assumir escolhas e viver de forma mais consciente em tempos de incerteza, segundo especialista
Foto: Reprodução

A vida não é posse, é travessia, diz jurista ao refletir sobre liberdade e responsabilidade

Em uma sociedade obcecada por metas, resultados e controle, a ideia de viver como travessia pode soar desconfortável. Mas é justamente esse o convite feito pelo jurista e jornalista Manoel Valente Figueiredo Neto ao propor uma reflexão profunda sobre liberdade, escolhas e sentido da existência.

 

Para ele, existir não é acumular certezas, mas sustentar perguntas. A liberdade, longe de ser um conforto, é um chamado à responsabilidade. “A liberdade não consola. Convoca”, afirma. Cada decisão exige maturidade para escolher, arcar com as consequências, revisar rotas e seguir adiante.

 

No cotidiano — marcado por frustrações, encontros e recomeços — constrói-se o verdadeiro território de sentido. É nesse equilíbrio entre avançar e permanecer que ele resume a condição humana como “asas nos pés, raízes no ser”. Crescer não significa abandonar as origens, mas integrar passado e futuro. As raízes não aprisionam; sustentam o movimento.

 

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“A vida não é posse, é travessia”, reforça. Segundo ele, ninguém conduz o próprio destino de maneira absoluta. Somos atravessados por acontecimentos, relações e circunstâncias que moldam nossa trajetória. “Chegamos ao mundo com a promessa de nos tornar”, diz, destacando que cada fase oferece possibilidade de reinvenção — não como ruptura brusca, mas como processo contínuo.

 

O olhar, segundo o jurista, é um gesto ético fundamental. Não basta observar apressadamente; é preciso se deixar afetar. Reconhecer o outro é o primeiro passo para uma convivência mais consciente.

 

Criar, em sua visão, vai muito além da arte. É recomeçar depois do erro, insistir diante da dificuldade e sustentar decisões mesmo sem garantias. A própria finitude da vida dá peso às escolhas, lembrando que o tempo limitado torna cada passo mais significativo.

 

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Ao final, a reflexão ultrapassa o campo individual e ganha dimensão coletiva. “Talvez viver seja aceitar trocar o ‘meu’ pelo ‘nosso’”, conclui. Assim, a liberdade deixa de ser um conceito abstrato e passa a se revelar na maneira como cada pessoa atravessa — e compartilha — o próprio caminho. 

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