Chefe do Comando Espacial britânico acusa Moscou de fazer interferências a partir de sistemas terrestres
O chefe do Comando Espacial britânico, major-general Paul Tedman, acusou a Rússia de seguir satélites militares do Reino Unido. Em entrevista à BBC, ele revelou que Moscou tenta coletar informações dos equipamentos britânicos e faz interferências a partir de sistemas terrestres.
“Eles têm cargas úteis a bordo que podem ver nossos satélites e estão tentando coletar informações deles”, disse Tedman. Segundo ele, a atividade aumentou desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Embora os satélites do Reino Unidos sejam equipados com tecnologias contra interferências, Tedman relatou que as autoridades estão vendo o bloqueio russo de forma persistente. Ele ainda destacou que o país opera com uma frota pequena de satélites militares, enquanto Estados Unidos, China e Rússia contam com mais de cem equipamentos cada.
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Para o chefe, o aumento de satélites é preocupante, pois está gerando um “congestionamento” no espaço, com cerca de 45 mil objetos em órbita, incluindo 9 mil satélites. “Eu diria que os chineses têm, de longe, a capacidade mais sofisticada, mas os russos têm mais vontade de usar seus sistemas anti-espaciais”, comentou.
Na Base Aérea de Fylingdales, militares britânicos monitoram constantemente o espaço com radares avançados capazes de detectar objetos a milhares de quilômetros de distância. A base é essencial para detectar lançamentos de mísseis pelo mundo. O general destacou que o Reino Unido precisa investir mais em defesa espacial e antimísseis. Recentemente, o país anunciou testes de sensores para detectar ameaças de laser, tecnologia que pode ser usada por rivais para atrapalhar satélites. Tedman acredita que o espaço é vital para a economia e a defesa do Reino Unido.
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“Nós nos comprometemos a investir um bilhão de libras em defesa aérea e antimísseis integrada, e eu ficaria surpreso se não houvesse um aspecto espacial na forma como defenderemos o Reino Unido de ameaças muito semelhantes ao Domo de Ouro (projeto de sistema de defesa antimísseis proposto pelo governo Donald Trump e inspirado no Domo de Ferro de Israel)”, reforçou.
Fonte: R7