Treinador tenta inserir cláusula para deixar a porta aberta a clubes do exterior
A renovação do contrato de Filipe Luís com o Flamengo travou num impasse sobre a duração do novo acordo. Mas vai andar. E, pelo que se ouviu após a vitória sobre o Ceará, o acordo sairá ainda antes da virada do ano. O técnico não esconde o desejo de dirigir um time europeu e gostaria de ter no novo contrato cláusula rescisória que o permitisse sair no caso de oferta do exterior. Mas Bap, o presidente Luiz Eduardo Baptista, quer tê-lo até o fim do mandato, no final de 2027, adotando com Filipe Luís estratégia de longo prazo semelhante a que une Abel Ferreira e Palmeiras.
E este talvez seja outro sintoma do amadurecimento dos gestores do futebol brasileiro. Juan Pablo Vojvoda ficou por cinco anos no Fortaleza, que se estruturou nos três da parceria com Rogério Ceni — há temporadas no Bahia. Abel está há cinco no Palmeiras. Flamengo não tinha um treinador por toda a temporada desde a passagem de Vanderlei Luxemburgo, em 2011. E o objetivo de Bap é evitar que aconteça agora com o Flamengo o desconforto vivido por Rodolfo Landim, seu antecessor, na renovação com Jorge Jesus. Daí o fato de não querer a inclusão da cláusula de rescisão no acordo.
A questão não é financeira. A vida econômica de Filipe Luís é muito bem estruturada, os valores que o clube oferece o valorizam de forma satisfatória, e a perspectiva de novos títulos o anima. Fora a questão sentimental que o liga ao Flamengo, seu clube do coração. Tudo isso o conecta com o projeto do presidente. Mas o futebol é dinâmico e há o receio que Filipe seja vítima da instabilidade. Por isso, tanto o pai Moisés Kasmirski, quanto o agente Jorge Mendes, seus representantes, trabalham com a preocupação de garantir um mínimo de estabilidade para o desenvolvimento do treinador.
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A campanha na conquista do nono título do campeonato nacional superou as expectativas. E entre os números que a legitimam, dois chamam a atenção: o fato de o time ter liderado por 23 das 37 rodadas já disputadas; e o de ter marcado 75 gols até aqui — por ora, o terceiro melhor ataque desde 2006, marco da era dos pontos corridos com 20 clubes.
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O primeiro é o próprio Flamengo, que fez 89 em 2009; e o segundo é o Cruzeiro de 2013, que marcou 77. Ou seja: o time de Filipe Luís, que ainda tem o jogo contra o Mirassol a cumprir, está a dois gols de igualar a segunda melhor marca, o que enobrece ainda mais o feito rubro-negro.
Fonte: Extra