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Como o sabonete mantém você limpo? Um químico explica a ciência do produto e por que ele mudou o rumo da civilização
Foto: Reprodução

Com o passar dos séculos, pessoas ao redor do mundo começaram a usar sabão para limpar o que sujava

Milhares de anos atrás, nossos ancestrais descobriram algo que limpava seus corpos e roupas. Reza a lenda que a gordura da refeição de alguém caía nas cinzas de uma fogueira. Eles ficaram surpresos ao descobrir que a mistura de gordura e cinzas formava um material que limpava as coisas. Na época, deve ter parecido mágica.

 

Essa é a lenda, pelo menos. Seja como for, a descoberta do sabão remonta a aproximadamente 5.000 anos, na antiga cidade da Babilônia, no que era o sul da Mesopotâmia — hoje, o Iraque.

 

Com o passar dos séculos, pessoas ao redor do mundo começaram a usar sabão para limpar o que sujava. Durante o século XVII, o sabão era um item comum nas colônias americanas, frequentemente feito em casa. Em 1791, Nicholas Leblanc, um químico francês, patenteou o primeiro processo de fabricação de sabão. Hoje, o mundo gasta cerca de US$ 50 bilhões por ano em sabão para banho, cozinha e lavanderia.

 

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Mas, embora bilhões de pessoas usem sabão todos os dias, a maioria de nós não sabe como ele funciona. Como professor de química, posso explicar a ciência do sabão – e por que você deve ouvir sua mãe quando ela lhe diz para lavar a louça.Água – nome científico: monóxido de di-hidrogênio – é composta por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Essa molécula é necessária para toda a vida em nosso planeta.

 

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Os químicos classificam outras moléculas que são atraídas pela água como hidrofílicas, o que significa que gostam de água. Moléculas hidrofílicas podem se dissolver em água.

 

Então, se você lavasse as mãos em uma torneira aberta sem usar sabão, provavelmente eliminaria muitos dos resíduos hidrofílicos grudados na sua pele. Mas há outra categoria de moléculas que os químicos chamam de hidrofóbicas, o que significa que têm medo de água. Moléculas hidrofóbicas não se dissolvem em água.

 

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Fotos: Reprodução

 

O óleo é um exemplo de algo hidrofóbico. Você provavelmente sabe por experiência própria que óleo e água simplesmente não se misturam. Imagine agitar um pote de molho vinagrete para salada – o óleo e os outros ingredientes aquosos nunca se misturam. Então, apenas passar as mãos na água não vai eliminar moléculas que têm medo de água, como óleo ou gordura. É aqui que o sabão entra para salvar o dia.

 

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O sabão, uma molécula complexa, é amante e teme a água ao mesmo tempo. Com o formato de um girino, a molécula do sabão tem uma cabeça redonda e uma cauda longa; a cabeça é hidrofílica e a cauda é hidrofóbica. Essa qualidade é uma das razões pelas quais o sabão é escorregadio. 

 

Fonte: O Globo

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