De safáris no Pantanal a recifes no Nordeste e roteiros de observação de aves, exemplos mostram como o turismo planejado pode gerar renda, empregos e conservação ambiental
Muita gente associa o turismo apenas ao lazer, mas a realidade mostra que quando planejado com critérios, ele também pode funcionar como política de conservação. No Brasil, parques nacionais e iniciativas privadas oferecem pistas desse potencial.
No Pantanal, o Onçafari se tornou referência ao transformar a onça-pintada em ativo econômico e símbolo de conservação. A iniciativa estruturou safáris fotográficos e pesquisa de campo, aproximando fazendeiros e comunidades do maior felino das Américas.
Ele explica que o processo de habituação faz com que os animais deixem de ver os veículos como ameaça e que isso atrai visitantes do mundo todo, gerando renda e novas oportunidades. “A comunidade se beneficia ao perceber que a onça-pintada viva tem mais valor do que morta.”
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E a mudança é percebida também na renda local. Segundo Haberfeld, ex-peões de gado foram treinados como guias e viram a remuneração crescer, enquanto proprietários passaram a diversificar o negócio com o ecoturismo, sem abandonar a pecuária.
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Foto: Reprodução
O fundador da iniciativa ressalta, no entanto, a importância de regras claras para evitar interferências no comportamento dos animais e preservar a qualidade da experiência. Para ele, o modelo é replicável em outros biomas, com adaptações de acordo com espécie e ambiente, e já avança com lobos-guará no Cerrado.Em Bonito, no Mato Grosso do Sul, o limite diário de visitantes e a cobrança de taxa de conservação ajudam a manter rios, trilhas e cavernas preservados.
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Já em Maragogi, em Alagoas, turistas participam do plantio de “bebês-corais” nos recifes, contribuindo para a recuperação marinha. Em Santa Catarina, o Instituto Alouatta soma mais de 25 mil participantes em trilhas e ações de educação ambiental.
Fonte: G1