Especialistas sugerem um esforço nacional, com fortalecimento de órgãos públicos ambientais e criação de áreas protegidas
A nova Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB) foi publicada buscando direcionar mais dinheiro e força política para que o país realmente proteja e use de forma equilibrada sua biodiversidade, prevendo ações de diferentes setores públicos e privados.
Para explicar os grandes desafios pela frente, ouvimos Michel Santos, gerente de Políticas Públicas da ong WWF-Brasil, e Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano.
Confira abaixo os principais pontos da entrevista.O decreto instituindo a nova EPANB representa um passo importante para o Brasil alinhar suas políticas nacionais às deliberações da Conabio, ao Marco Global da Biodiversidade adotado na COP-15, em Montreal, e responde diretamente a uma das principais diretrizes reforçadas na COP16, em Cali, que é a de que os países apresentem e comecem a implementar seus planos nacionais de biodiversidade de forma urgente e transparente.
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O Brasil, como país megadiverso, tem um papel fundamental na implementação desses acordos, e a EPANB fornece a bússola estratégica para esse caminho, com metas ambiciosas e coerentes com as realidades e potencialidades do país.
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O processo participativo que marcou a construção da EPANB igualmente está em sintonia com o chamado por maior inclusão, equidade e corresponsabilidade na agenda global. Acima de tudo, a assinatura da EPANB marca uma retomada importante da agenda de biodiversidade como prioridade de Estado.
Fonte: O Eco