Éderson não conhecia a vítima e simplesmente atirou nela
O Tribunal do Júri Popular da Comarca de Manaus bateu o martelo e condenou a 17 anos e 4 meses de reclusão o policial militar que assassinou a tiros o namorado de sua ex-cunhada durante uma comemoração de Natal na capital amazonense. O crime, que chocou familiares e vizinhos pela brutalidade e pela total falta de controle em uma data festiva, resultou em uma sentença rigorosa em regime inicialmente fechado.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), o homicídio aconteceu durante uma reunião de Natal. Após uma discussão banal iniciada no calor da festa, o policial militar perdeu a cabeça, sacou uma arma de fogo e disparou à queima-roupa contra a vítima, que não teve a menor chance de defesa. O rapaz morreu ainda no local, transformando a ceia natalina em um cenário de desespero e banho de sangue.
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Durante o julgamento, a acusação sustentou que o réu agiu com motivo fútil e utilizou recurso que impossibilitou a defesa da vítima, teses que foram acolhidas pelos jurados do Conselho de Sentença. A defesa tentou emplacar argumentos para abrandar a pena ou desqualificar o crime, mas prevaleceu a convicção de que um agente da segurança pública, treinado para proteger a sociedade, cometeu um ato de extrema barbárie e abuso de poder letal.
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Além da condenação à prisão em regime fechado, a Justiça manteve os desdobramentos administrativos na corporação militar, reforçando que a conduta criminosa é incompatível com a permanência nas fileiras da Polícia Militar. O réu seguirá preso cumprindo a pena estipulada pelo Tribunal do Júri.