Advogada diz que desfibrilador cardíaco implantado em Byron Black, autor de três assassinatos, pode transformar a execução em espetáculo macabro
Uma advogada alertou que a execução de um condenado à morte no Tennessee (EUA) pode virar um "espetáculo macabro".
Byron Black, de 68 anos, deve ser executado em 5 de agosto pelos assassinatos de sua ex-namorada, Angela Clay, de 29 anos, e de suas duas filhas, Latoya, de 9, e Lakesha, de 6, em Nashville, em 1987, após atirar nelas num ataque de ciúme.
O idoso é um dos condenados à morte com o maior tempo de prisão do estado, relata o jornal "The Tennessean". Há semanas, sua equipe jurídica luta para salvar sua vida, argumentando que ele não é elegível para a pena de morte devido à sua deficiência intelectual, demência e danos cerebrais graves. Um tribunal do Tennessee se recusou a decidir se ele é inelegível para a pena de morte.
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Além disso, a defesa alega que o desfibrilador cardíaco implantado (CDI, na sigla em inglês) em Byron possa lhe dar choques "repetidamente", causando uma morte prolongada e dolorosa e exige que ele seja desligado antes da aplicação da pena capital. O dispositivo alimentado por bateria, semelhante a um marca-passo, pode detectar ritmos cardíacos irregulares e aplicar choques elétricos.
"A menos que o CDI seja desativado adequadamente no momento da execução, a execução de Byron Black será um espetáculo horrível", disse sua advogada, Kelley Henry.
Se o dispositivo não for desligado, Byron corre o risco de uma execução "prolongada e torturante" com injeção letal, pois os efeitos fariam com que seu desfibrilador de emergência "desse choques no coração repetidamente, tentando restaurar um ritmo normal", diz a defesa.
Em 30 de junho, eles entraram com um pedido de liminar solicitando ao Departamento de Correções do Tennessee que garanta que seu cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) seja desativado momentos antes de sua execução. A moção ainda não foi respondida.
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"O Departamento Prisional do Tennessee implantou esse dispositivo e agora quer torturar o Byron Black até a morte enquanto o seu coração voltar a bater, prolongando a execução e aumentando a probabilidade de dor excruciante devido ao edema pulmonar repentino", destacou Kelley.
Fonte: Extra