Ele reviveu ali, em um dos galpões da estrada de ferro Madeira Mamoré, um pedaço do passado e da história de sua família
O ministro Raul Araújo Filho, do STJ, membro da família Coelho do Amazonas, compartilhou emoções durante o lançamento do livro que retrata um pedaço – talvez um pequeno pedaço da longa trajetória da família Coelho nestas paragens do oeste amazônico, compreendendo também Rondônia e Acre – expressou, em seu discurso durante o lançamento do livro ‘O tabelião e o ministro’, na manhã desta sexta-feira, no icônico museu da estrada de ferro Madeira Mamoré.
Também transpirou orgulho em estar em Porto Velho, administrada por seu tio-avô nos anos 1930, mais precisamente no local onde o engenheiro americano Percival Farqhuar escolheu para ser o marco zero da ferrovia que deveria proporcionar ao povo boliviano uma saída ao atlântico, compromisso firmado em 1903, na assinatura do Tratado de Petrópolis, que deu um basta à confusão entre os dois países pela posse das terras onde hoje é o estado do Acre.
Ele reviveu ali, em um dos galpões da estrada de ferro Madeira Mamoré, um pedaço do passado e da história de sua família.
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Este www.expresaorondonia.com.br traz a íntegra do discurso do ministro Raul Araújo Filho, que cumpriu dupla agenda em Porto Velho: participar do lançamento do livro sobre a história de sua família e prestigiar a posse do desembargador Alexandre Miguel como presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia.
Confira o discurso do ministro:

RELAÇÃO COM A HISTÓRIA LOCAL
O ministro expressou, em seu discurso – e no contato com as pessoas, também – seu orgulho em estar em Porto Velho, às margens do Rio Madeira, onde sua família tem raízes profundas. Ele mencionou que sua mãe é natural de Humaitá e que a história de sua família se entrelaça com a do desenvolvimento da região, especialmente durante o ciclo da borracha.
A SAGA FAMILIAR
Araújo narrou a migração de seu avô, que saiu do Ceará para participar da exploração da borracha na Amazônia. E destacou como essa migração, ocorrida no final do século XIX e início do século XX, foi fundamental para a formação de Porto Velho e para a construção da vida de sua família.
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EMOÇÕES E LEGADO
O ministro expressou a importância de revisitar os locais onde seus ancestrais viveram e a alegria de receber homenagens que reconhecem a trajetória de sua família, demonstrando gratidão e satisfação por estar conectado a essas terras históricas.