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Conflito entre Irã, Israel e EUA entra no 10º dia com ataques a refinaria e ofensivas com drones em Bagdá
Foto: Divulgação

Escalada militar amplia tensão no Oriente Médio, provoca incêndios em complexo petrolífero e pressiona mercados globais de energia

A guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos chegou ao décimo dia nesta segunda-feira (9) com novos episódios de violência e aumento das tensões no Oriente Médio. A escalada do conflito incluiu ataques a instalações petrolíferas, ofensivas com foguetes e drones e bombardeios em áreas estratégicas da região.

 

Pela primeira vez desde o início das hostilidades, a República Islâmica realizou operações sob o comando de Mojtaba Khamenei, recentemente anunciado como novo Líder Supremo do país. A movimentação marca uma nova fase do confronto, que já começa a gerar impactos políticos e econômicos em escala internacional.

 

Entre os episódios mais graves registrados nas últimas horas está o ataque ao complexo petrolífero de Al Ma’ameer, que provocou um grande incêndio e deixou ao menos 32 civis feridos, incluindo crianças. Autoridades locais classificaram a ação como uma “agressão iraniana”.

 

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Na capital iraquiana, Bagdá, o sistema de defesa C-RAM utilizado pelos Estados Unidos interceptou uma série de foguetes e drones que tinham como alvo uma instalação diplomática norte-americana situada nas proximidades do aeroporto internacional.

 

Enquanto isso, Israel intensificou seus ataques aéreos contra posições no sul de Beirute, no Líbano. O exército israelense afirmou que os bombardeios atingiram estruturas consideradas estratégicas do Hezbollah, grupo aliado de Teerã e um dos principais atores no conflito regional.

 

A chegada de Mojtaba Khamenei ao comando máximo do Irã também provocou reações no cenário internacional. O governo iraniano declarou que a mudança na liderança teria causado preocupação em Washington e Tel Aviv.

 

No campo diplomático, a Rússia demonstrou apoio ao novo líder iraniano. O presidente Vladimir Putin enviou uma mensagem afirmando que Moscou manterá uma parceria firme diante do que chamou de “agressão armada”.

 

A China, por sua vez, defendeu a soberania do Irã e pediu que as partes retomem o diálogo para evitar o agravamento da crise. Já o governo iraniano acusou países europeus, especialmente a França, de conivência com os ataques norte-americanos e israelenses por não se oporem às sanções impostas no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

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Além do impacto militar e político, o conflito também começa a afetar a economia global. O temor de interrupções no fornecimento de petróleo elevou os preços da energia no mercado internacional. Diante desse cenário, o presidente francês Emmanuel Macron indicou que países do G7 estudam a possibilidade de liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo para conter a inflação e reduzir os efeitos da crise energética mundial. 

 

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