O país boliviano enfrenta há quase um mês uma onda de protestos e bloqueios de estradas em diversas regiões
O Congresso da Bolívia aprovou uma medida que abre caminho para o uso das Forças Armadas no controle dos protestos que atingem o país há semanas. A decisão ocorre em meio à escalada da crise política e social enfrentada pelo governo do presidente Rodrigo Paz.
Segundo o texto aprovado pela Câmara de Deputados, foi anulada uma lei de 2020 que dificultava a decretação de estado de sítio e limitava a atuação militar em conflitos internos. Com isso, o governo ganha respaldo legal para ampliar a presença do Exército nas ruas e em operações de desbloqueio de estradas.
A Bolívia enfrenta há quase um mês uma onda de protestos, greves e bloqueios liderados por sindicatos, mineiros, camponeses indígenas e apoiadores do ex-presidente Evo Morales. Os manifestantes exigem a renúncia de Rodrigo Paz e acusam o governo de ignorar a crise econômica e demandas sociais.
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Os bloqueios já provocam desabastecimento de alimentos, combustíveis, medicamentos e oxigênio hospitalar em várias regiões do país, especialmente em La Paz e El Alto.
Especialistas e parlamentares da oposição demonstraram preocupação com a possibilidade de aumento da violência. Críticos afirmam que o uso ampliado das Forças Armadas pode elevar a tensão e provocar confrontos mais graves entre manifestantes e agentes do governo.
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O governo boliviano afirma que a medida busca restaurar a ordem e garantir a circulação de suprimentos essenciais, mas ainda não confirmou oficialmente se decretará estado de sítio nos próximos dias.