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Conheça padarias citadas em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC
Foto: Reprodução

Fachada das padarias Iracema (à esquerda), em Santa Cecília, e Salamanca, na Vila Campestre

Duas padarias que aparecem nas listas das melhores de São Paulo foram citadas na operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28) pela Polícia Federal.

 

Mas, diferentemente das gestoras de investimentos também suspeitas de integrar um esquema de lavagem dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), as quais tiveram seus elegantes escritórios na avenida Faria Lima averiguados pela PF, a Padaria Salamanca e a Iracema Pães & Doces seguem alheias ao rebuliço da investigação.

 

Entre pingados e baguetes na chapa com manteiga, o movimento nas duas na manhã de ontem era como o de qualquer agradável dia de sol.

 

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A Salamanca fica na Vila Campestre, na zona sul da capital paulista, e foi inaugurada em maio de 2021, substituindo outra padaria que funcionava no mesmo local. Em suas primeiras publicações nas redes sociais, moradores do bairro comemoraram o novo empreendimento. "Parabéns. Trabalhei na antiga padaria que era aí. Nossa, [estou] feliz por uma padaria de alto nível no bairro", escreveu um dos seguidores da página.

 

A decoração da Salamanca, da fachada ao salão interno, é inspirada na cidade espanhola da qual empresta o nome, toda trabalhada no estilo medieval. As paredes do lado de dentro exibem fotografias de pontos turísticos da cidade e placas com prêmios recebidos, além de um certificado do guia turístico das padarias do estado de São Paulo, concedido pela Secretaria de Turismo e Viagens.

 

Por volta das 8h30 deste sábado, todas as suas vagas de estacionamento para carros estavam ocupadas. Embora esteja ao lado do movimentado terminal rodoviário e de metrô Jabaquara, a maior parte dos clientes parecia vir das redondezas — talvez do grande condomínio que ocupa boa parte do quarteirão logo em frente. Alguns chegavam sozinhos; outros, com pai, mãe, crianças.

 

O clima era bem familiar. Algumas mesas tinham grupos de até seis pessoas, que conversavam tranquilas e curtiam o café da manhã. Além de se servir no bufê, faziam os pedidos no bom e velho balcão, onde os funcionários falavam animados entre si e com os fregueses — alguns, nitidamente, já velhos conhecidos. Nenhum papo envolvia a operação da PF.

 

A quase 20 quilômetros dali, a Iracema oferecia poucos lugares nas mesas, mas o balcão ainda estava bem livre. Aberta 24 horas por dia no comecinho da avenida Angélica, em dez anos virou tradição para quem vive no bairro de Santa Cecília, no centro. Vizinha de bares e baladas, é o lugar preferido de muitos grupos para fazer o "after party", especialmente nos finais de semana.


Neste sábado, como em boa parte do tempo, recebia mais jovens do que famílias, e outras diferenças em relação à Salamanca podiam ser notadas: o salão de tamanho menor, a vitrine de guloseimas mais modesta, e o quilo do pãozinho mais caro: R$ 24,90 na Iracema contra R$ 21,90 na padaria da região sul. A semelhança que chamava a atenção era a total ausência de fofoca sobre a investigação da PF.

 

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Segundo documentos judiciais da operação, as padarias fazem parte de uma rede de empresas usadas pelo PCC para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, a qual inclui usinas sucroalcooleiras, postos de combustíveis e lojas de conveniência. Não foi emitido nenhum mandado de busca e apreensão para as padarias, que seguem operando normalmente — como se pode constatar visitando os estabelecimentos.

 

Fonte:Uol

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