A Conmebol abriu investigação, por meio de sua unidade disciplinar, nesta segunda-feira, após o atacante da Seleção Brasileira Sub-20 Rayan, do Vasco, relatar ter sofrido injúria racial do goleiro da Bolívia, Fabián Pereyra. A agressão teria acontecido na vitória de 2 a 1 do Brasil no dia anterior, pela segunda rodada do Grupo B do Sul-Americano da categoria, disputado na Venezuela.
O torneio que está em disputa não é de longa duração. A fase de grupos já acaba no próximo final de semana. Por isso, é possível que ocorra uma rápida resolução para o caso. A Federação Boliviana pode ser multada em US$ 100 mil (R$ 590 mil), assim como os atletas envolvidos, que também podem sofrer punição.
O Ministério do Esporte do Brasil encaminhou um ofício à entidade máxima do futebol da América do Sul, pedindo que a entidade conduzisse uma investigação com a máxima seriedade e que "medidas disciplinares efetivas sejam tomadas para punir o responsável", caso a acusação se comprove.
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também já havia entrado com representação oficial na Conmebol. De acordo com a ela, o jogador do Vasco afirmou ter sido chamado de “mono” (macaco, em espanhol) no jogo disputado na Venezuela, e ter visto Fabián fazer o gesto imitando o animal em sua direção. Ao fim da partida, Rayan e o time brasileiro denunciaram o caso ao árbitro e ao quarto árbitro da partida, disputada na noite deste domingo.
Assim, a CBF divulgou nota oficial informando que "cobra punição rigorosa" à Conmebol. A representação também foi endereçada às autoridades locais da Venezuela, em protesto contra os atos racistas.
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"É repugnante assistir novamente atos de racismo contra um atleta. Racismo é crime e vou sempre me solidarizar. Não podemos normalizar. Estamos tomando medidas efetivas para punir os responsáveis com rigor", afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
Fonte:Terra