Projetos de educação étnico-racial transformam o cotidiano da comunidade
Enquanto grande parte das instituições concentra suas atividades de educação antirracista apenas em novembro, mês da Consciência Negra, a Casa Preta da Maré trabalha o tema 365 dias por ano. Criado em 2019 pela Redes da Maré, organização da sociedade civil nascida da mobilização comunitária nos anos 1980, o equipamento se tornou referência em formação étnico-racial no conjunto de 15 favelas que compõem o complexo, onde 62,1% dos moradores se autodeclaram pretos ou pardos, segundo o Censo Maré.
Pâmela Carvalho, coordenadora e pesquisadora do projeto, explica que a Casa Preta é um espaço e um projeto da Redes da Maré criado para promover a reeducação das relações raciais articulada ao debate territorial na Maré. Ela reforça que a atuação não se limita a datas comemorativas, mas é intensa durante todo o ano:
— É um projeto que não só em novembro, ao longo do ano inteiro, tem como foco fazer ações de letramento racial, reeducação das relações raciais, combate ao racismo e valorização das culturas negras.
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A principal ação estruturante da Casa Preta é a Escola de Letramento Racial, que já formou diversas turmas de jovens e adultos desde 2022. Este ano, pela primeira vez, o projeto inaugura uma edição voltada para crianças, com aulas regulares às quintas-feiras. A novidade responde a uma demanda identificada ao longo do trabalho: a necessidade de iniciar o processo de letramento racial desde a infância.
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As inscrições para a próxima turma de adultos, prevista para o primeiro semestre de 2025, serão disponibilizadas online no site da Redes da Maré e também presencialmente no espaço da Casa Preta, na Rua Sargento Silva Nunes, 1.016, garantindo acessibilidade a quem tem dificuldade com ferramentas digitais.
Fonte: Terra