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Conselho de Odontologia quer permitir que dentistas possam fazer cirurgias plásticas no rosto; entenda a polêmica
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Conselho de Odontologia quer permitir que dentistas possam fazer cirurgias plásticas no rosto; entenda a polêmica

"Quando se trata de intervenções cirúrgicas, conhecimento aprofundado, experiência e regulamentação são indispensáveis para evitar riscos desnecessários", afirma José Hiran Gallo, presidente do CFM.

 

Atualmente, dentistas podem realizar procedimentos de harmonização orofacial, o que inclui a aplicação de injetáveis com ácido hialurônico e toxina botulínica. A liberação da prática pelo CFO ocorreu em 2019 e é contestada pelo CFM na justiça, mas, por enquanto, as decisões têm sido favoráveis à categoria.

 

No entanto, a liberação da realização de cirurgias plásticas é algo mais polêmico. O CFM ressalta que a legislação brasileira estabelece que a realização de cirurgias plásticas faciais, sedação profunda e anestesia geral são atos exclusivos de médicos, conforme previsto na Lei 12.842/2013

 

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Além disso, afirma que a formação médica é essencial para garantir a segurança dos pacientes. Graziela Bonin, conselheira federal e coordenadora da CT de cirurgia plástica do CFM destaca que o próprio Conselho Federal de Odontologia reconheceu, em resoluções recentes, que essas práticas não fazem parte da formação odontológica e que não há respaldo científico suficiente para justificá-las dentro da Odontologia.

 

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"Diversas resoluções do CFM reforçam que qualquer intervenção cirúrgica que envolva riscos sistêmicos deve ser conduzida por profissionais com formação global no funcionamento do organismo", explica Hiran Gallo. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plásticas (SBCP) também se manifestou contrária à liberação. Em comunicado, a sociedade explica que para obter o título de Especialista em Cirurgia Plástica, o médico passa por 12 anos de formação.

 

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"Trata-se de uma especialidade médica de alta complexidade, cuja matriz de competência abrange o desenvolvimento de habilidades técnicas para a realização de cirurgias de pequeno a grande porte, incluindo avaliação pré-operatória, planejamento cirúrgico e suporte ao paciente em caso de intercorrências", diz a SBCP em nota assinada por Volney Pitombo, presidente da sociedade.

 

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"Sem qualquer demérito à formação dos dentistas, considerar que eles poderão ser habilitados a realizar cirurgias plásticas sem a formação em Medicina é uma decisão de altíssimo risco para os pacientes", alerta a nota. A SBCP afirma por fim que "adotará todas as medidas necessárias para que não prosperem situações que coloquem em risco de vida e integridade a população". 

 

Fonte: O Globo

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