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Consumir diariamente refrigerante diet pode aumentar o risco de diabetes em mais de 30%; entenda
Foto: Reprodução

O refrigerante diet entrou nas prateleiras e nas mesas de muitas pessoas como uma opção considerada mais "saudável" do que a versão açucarada. No entanto, um novo estudo encabeçado pela Universidade Monash, da Austrália, mostra que beber uma lata de refrigerante diet por dia pode pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 38%.

 

Além disso, esse risco é ainda maior do que o associado a beber diariamente uma lata de refrigerante comum, o qual eleva em 23% as chances de desenvolver a doença. Os achados foram publicados na revista científica Diabetes & Metabolism.

 

De acordo com a professora e pesquisadora Barbora de Courten, autor sênior do estudo, as descobertas feitas pela equipe desafiam a suposição comum de que bebidas adoçadas artificialmente são uma escolha mais segura.

 

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"Os adoçantes artificiais são frequentemente recomendados para pessoas com risco de diabetes como uma alternativa mais saudável, mas nossos resultados sugerem que eles podem representar seus próprios riscos à saúde", aponta, em comunicado.

 

Uma das teorias apresentadas pelos pesquisadores para explicar a associação entre refrigerantes diet e o aumento do risco de diabetes é a relação de adoçantes artificiais utilizados neste tipo de bebida, como o aspartame, e o metabolismo da glicose.

 

"Por exemplo, a ingestão elevada de aspartame, um adoçante artificial comumente usado, resultou em uma resposta de insulina pós-prandial semelhante à da sacarose. Foi relatado que a ingestão habitual elevada de sacarina e sucralose perturba o microbioma intestinal, prejudicando a tolerância à glicose em indivíduos saudáveis ao longo de apenas duas semanas", escreveram os autores.

 

O estudo utilizou dados do Estudo de Coorte Colaborativa de Melbourne, também conhecido como Saúde 2020, envolvendo participantes com idades entre 40 e 69 anos, ajustados para dieta, exercícios, educação e histórico de saúde. Foram acompanhados mais de 36 mil adultos australianos ao longo de quase 14 anos.

 

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Courten ressalta que os dados encontrados pelo estudo têm implicações importantes para as políticas de saúde pública.????“Apoiamos medidas como impostos sobre bebidas açucaradas, mas nosso estudo mostra que também precisamos prestar atenção às opções adoçadas artificialmente. Muitas vezes, elas são anunciadas como melhores para a saúde; mas podem apresentar seus próprios riscos. Políticas futuras devem adotar uma abordagem mais ampla para reduzir o consumo de todas as bebidas não nutritivas”, conclui. 

 

Fonte: O Globo

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