Secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado de dezembro deve ser um superávit da ordem de R$ 20 bilhões, o que vai reduzir o déficit no ano e permitirá o cumprimento da meta
As contas do governo registraram rombo de R$ 83,8 bilhões até novembro, segundo dados divullados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29).
O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos são maiores que as despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo das despesas, o resultado é um déficit primário (rombo). Essa contabilidade não engloba os juros da dívida pública.
Só no mês de novemnbro, as contas registraram um déficit de R$ 20,2 bilhões.
Veja também

É falso que o governo cobrará imposto sobre PIX acima de R$ 5 mil
Petróleo sobe 2% enquanto investidores avaliam negociações EUA-Ucrânia
Mesmo assim, o governo prevê terminar o ano cumprindo a meta fiscal, com base nos números de dezembro, que ainda serão fechados.
As contas do governo registraram rombo de R$ 83,8 bilhões até novembro, segundo dados divullados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29).
O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos são maiores que as despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo das despesas, o resultado é um déficit primário (rombo). Essa contabilidade não engloba os juros da dívida pública.
Só no mês de novemnbro, as contas registraram um déficit de R$ 20,2 bilhões.
Mesmo assim, o governo prevê terminar o ano cumprindo a meta fiscal, com base nos números de dezembro, que ainda serão fechados (entenda mais abaixo).
META FISCAL
O resultado até novembro deste ano está distante da promessa de zerar o déficit nas contas do governo.
- Pelas regras do arcabouço fiscal, o governo pode ter um déficit de até 0,25% do PIB sem que o objetivo seja formalmente descumprido, o equivalente a cerca de R$ 31,3 bilhões. Essa é uma banda existente em relação ao objetivo central (déficit zero).
- Para fins de cumprimento da meta fiscal, também poderão ser excluídos outros R$ 44,5 bilhões em precatórios, ou seja, decisões judiciais.
- Na prática, portanto, o governo poderá registrar um resultado negativo de até R$ 75,8 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
- A autorização para realização de gastos fora da meta fiscal, por conta de exceções, é uma crítica constante de analistas ao regramento adotado para as contas públicas. A percepção é que isso dificulta o equilíbrio fiscal.
O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado de dezembro deve ser um superávit da ordem de R$ 20 bilhões, o que vai reduzir o déficit no ano e permitirá o cumprimento da meta.
“Caminhamos firme para o cumprimento da meta fiscal”, disse Ceron. A meta permite um rombo de até R$ 31,3 bilhões, após retirar da conta gastos como precatórios.
Portanto, segundo a estimativa do secretário, o governo deverá fechar o ano com déficit de aproximadamente R$ 20,6 bilhões –após o desconto de despesas permitido em lei.
Esse resultado de dezembro será puxado pela receita de dividendos de estatais, como BNDES, Petrobras e Caixa.
PARCIAL DO ANO
- Nos onze primeiros meses deste ano, houve um aumento real de 2,9% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 2,08 trilhões
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
- Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 2,16 trilhões de janeiro a novembro deste ano, com uma alta real de 3,4% no período.
Fonte: O Globo