Segundo o Tesouro Nacional, piora nas contas em maio deste ano está relacionado principalmente com o aumento de despesas livres do governo, os chamados gastos discricionários
As contas do governo federal fecharam o mês de maio com déficit primário de R$ 53,3 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado representa uma piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo negativo foi de R$ 42,2 bilhões, já corrigidos pela inflação.
O déficit primário acontece quando as receitas arrecadadas com impostos e tributos não são suficientes para cobrir as despesas do governo, desconsiderando os juros da dívida pública.
De acordo com o Tesouro, o principal fator para a piora das contas em maio foi o aumento das despesas, que cresceram acima da arrecadação. Os gastos do governo avançaram 9,4% acima da inflação, totalizando R$ 251 bilhões.
Veja também

Conta de luz continuará com taxa extra em julho após Aneel manter bandeira amarela
Entre as principais despesas que pressionaram o resultado estão os gastos discricionários, que são despesas livres do governo, com alta de R$ 16,7 bilhões. Também houve aumento nos benefícios previdenciários, que subiram R$ 4,9 bilhões, além de outras despesas obrigatórias, que cresceram R$ 2 bilhões.
Já a arrecadação também teve crescimento, mas em ritmo menor. As receitas subiram 5,5% em termos reais, chegando a R$ 198 bilhões. Segundo o governo, esse avanço foi impulsionado pelo crescimento da economia e pelo aumento da arrecadação tributária.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o rombo nas contas públicas chegou a R$ 44,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior, havia sido registrado superávit de R$ 33 bilhões.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Apesar do resultado negativo, a meta fiscal para 2026 segue sendo um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Entretanto, com as margens de tolerância e abatimentos previstos no arcabouço fiscal, o próprio governo já projeta fechar o ano com déficit próximo de R$ 60,3 bilhões.