Em 81,1% do PIB, endividamento atingiu o maior patamar desde maio de 2021 — quando somava 81,4% do PIB. No acumulado do governo Lula, endividamento já avançou 9,4 pontos percentuais. Dívida alta pressiona a taxa de juros
As contas do setor público consolidado — que incluem União, estados, municípios e estatais — fecharam maio com déficit primário de R$ 56,1 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado representa a diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar o pagamento de juros da dívida.
Com o novo saldo negativo, a dívida bruta do governo geral avançou para 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), reforçando a preocupação do mercado com a trajetória fiscal do país. Em abril, o indicador estava em patamar inferior, mostrando continuidade da pressão sobre as contas públicas.
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De acordo com economistas, o aumento da dívida reflete principalmente o déficit fiscal, o peso dos juros elevados e os gastos obrigatórios do governo. Mesmo com medidas de arrecadação adotadas pela equipe econômica, especialistas avaliam que o desafio de equilibrar receitas e despesas continua grande.
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O resultado de maio também mantém o debate sobre o cumprimento das metas do novo arcabouço fiscal. O governo segue defendendo ajustes para reduzir o rombo e conter o avanço do endividamento, enquanto analistas monitoram possíveis impactos sobre inflação, juros e crescimento econômico.