Com piora na situação dos Correios, estatais federais registraram rombo recorde de R$ 8,3 bilhões de janeiro a julho deste ano. Números foram divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central
As contas do setor público consolidado registraram superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, informou o Banco Central nesta segunda-feira (31). O resultado representa uma melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando houve déficit de R$ 66,6 bilhões, influenciado pelo pagamento de precatórios.
Mesmo com o resultado positivo no mês, o cenário fiscal continua pressionado. A dívida bruta do governo geral avançou 0,6 ponto percentual e chegou a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 10,95 trilhões. Esse é o maior nível desde abril de 2021.
No acumulado de janeiro a julho, porém, as contas públicas ainda registram déficit primário de R$ 78,8 bilhões, equivalente a 1% do PIB. Somente o governo federal apresentou resultado negativo de R$ 82,4 bilhões no período, enquanto estados e municípios também contribuíram para o resultado deficitário.
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Quando os juros da dívida pública são incluídos, o cenário fica ainda mais negativo. Em julho, o déficit nominal do setor público chegou a R$ 97,6 bilhões. Em 12 meses até o mês passado, o resultado nominal acumulou déficit de R$ 1,24 trilhão, equivalente a 9,34% do PIB.
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Outro dado que chama atenção é o desempenho das empresas estatais federais. Elas registraram déficit de R$ 476 milhões em julho e acumulam um rombo de R$ 8,3 bilhões nos primeiros sete meses de 2026, o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002.