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Política no Amazonas
Contratos milionários com empresa ligada à família de Roberto Cidade, o 'Cocô de Ouro', geram questionamentos no Amazonas
Foto: Divulgação

Valores próximos de R$ 80 milhões reacendem debate sobre transparência e uso de recursos públicos no estado

Um levantamento baseado em dados do Portal da Transparência colocou sob questionamento contratos firmados entre o Governo do Amazonas e uma empresa ligada à família do governador em exercício, Roberto Cidade. Entre 2022 e o início de 2026, os valores destinados à empresa, pertencente à irmã do parlamentar, somam cerca de R$ 77,6 milhões.

 

Os contratos envolvem principalmente serviços de locação de veículos e apoio logístico para diferentes secretarias estaduais. Um acordo recente teria ampliado esse montante em aproximadamente R$ 20 milhões, reforçando o crescimento expressivo do faturamento da empresa junto ao poder público.

 

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EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS

 

De acordo com os dados levantados, os repasses apresentam crescimento ao longo dos anos:

2022: R$ 13,7 milhões


2023: R$ 17,4 milhões


2024: R$ 24,4 milhões


2025: R$ 22,1 milhões

 

Com aditivos e novos contratos previstos para 2026, o total se aproxima de R$ 80 milhões. O aumento progressivo dos valores tem gerado questionamentos, especialmente por coincidir com o período em que Roberto Cidade ampliou sua influência política à frente da Assembleia Legislativa do Amazonas e no cenário estadual.

 

Em manifestações anteriores, o parlamentar afirma que se afastou da gestão das empresas familiares ainda em 2018, antes de assumir mandato eletivo. Segundo sua defesa, os contratos foram firmados por meio de processos licitatórios regulares e seguem critérios legais.

 

O Governo do Amazonas também sustenta que todas as contratações obedecem à legislação vigente, com base em critérios como menor preço e capacidade técnica das empresas, destacando que a empresa em questão já presta serviços ao setor público há mais de 20 anos, inclusive em outras esferas.

 

 

COBRANÇA POR FISCALIZAÇÃO

 

Apesar das explicações, o caso tem gerado pressão de opositores e de setores da sociedade civil, que cobram maior atuação de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas e o Ministério Público do Estado do Amazonas.

 

O principal ponto levantado é a possível violação de princípios da administração pública, como a moralidade e a impessoalidade, já que os contratos envolvem empresa ligada a familiar direto de uma autoridade com influência política relevante no estado.

 

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O tema ganha ainda mais relevância diante do cenário político e da proximidade das eleições, devendo se tornar pauta recorrente de debates e questionamentos públicos. Especialistas apontam que casos envolvendo recursos públicos e vínculos familiares tendem a receber maior escrutínio em períodos eleitorais. 

 

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