Professor Zé Henrique, apontado como aliado de Roberto Cidade, é investigado por suposto transporte irregular de eleitores e captação ilícita de votos durante o primeiro turno.
O coordenador da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) em Coari, no interior do Amazonas, professor Zé Henrique, foi alvo de uma ação policial neste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026. A ocorrência está relacionada a denúncias de suposto transporte irregular de eleitores e compra de votos.
As suspeitas são apuradas pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Eleitoral. Conforme informações divulgadas sobre o caso, a investigação busca verificar se teria ocorrido uma estrutura de captação de votos em favor do candidato ao Governo do Amazonas, Roberto Cidade.
Durante a apuração, equipes policiais teriam realizado diligências nas proximidades da residência do coordenador da Seduc. Registros feitos no local mostram agentes da Polícia Federal e da Polícia Militar, além de veículos oficiais, posicionados em frente a um imóvel de dois andares.
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Também circulam nas redes sociais imagens que mostram Zé Henrique ao lado de integrantes da classe política. Os registros passaram a ser associados às denúncias que motivaram a ação policial, embora a presença nas fotografias, por si só, não comprove a prática de crime eleitoral.
Um vídeo também ganhou repercussão em Coari. Nas imagens, feitas de dentro de um veículo, um grupo de pessoas aparece entrando rapidamente na parte traseira de uma caminhonete Ford Ranger escura, estacionada próximo à calçada. A gravação foi divulgada acompanhada de uma acusação de que o veículo estaria sendo utilizado para transportar eleitores e realizar compra de votos em favor de Roberto Cidade.
A origem e o contexto do transporte mostrado no vídeo ainda precisam ser esclarecidos pelas autoridades. As imagens fazem parte das informações que circulam durante a apuração, mas não comprovam, isoladamente, a ocorrência de compra de votos.
A legislação eleitoral proíbe a utilização de dinheiro ou qualquer tipo de vantagem para influenciar a escolha do eleitor. O artigo 299 do Código Eleitoral estabelece como crime dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber vantagem com o objetivo de obter ou conceder voto. A conduta pode resultar em pena de reclusão e multa.
A chamada captação ilícita de sufrágio, conhecida popularmente como compra de votos, também é considerada uma infração eleitoral. A caracterização depende da existência de elementos que demonstrem a oferta ou promessa de vantagem pessoal ao eleitor com finalidade de influenciar seu voto.
As diligências realizadas em Coari fazem parte das ações de fiscalização durante o primeiro turno das Eleições 2026. A Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral deverão analisar vídeos, depoimentos e demais elementos coletados para verificar se houve irregularidades e identificar eventuais responsáveis.
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Até o momento, as informações divulgadas apontam para uma investigação em andamento. A eventual responsabilização dos envolvidos dependerá da conclusão das apurações e da análise das provas pelas autoridades competentes.
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