Começa a contagem regressiva para que países entreguem planos de ação nacionais para a biodiversidade. Apenas 23% das nações cumpriram tarefa
A segunda parte da 16ª Conferência da ONU sobre Biodiversidade (COP16.2) terminou na noite de quinta-feira (27) com avanços importantes nas discussões sobre financiamento da diversidade biológica, mas faltou empenho na mobilização real de recursos e no comprometimento com metas nacionais para proteção de suas riquezas biológicas.
As 196 nações participantes desta segunda rodada da COP16 concordaram com um roteiro para a mobilização de recursos visando fechar a lacuna de financiamento da biodiversidade. Também foi alcançado um acordo sobre a estrutura de monitoramento e os procedimentos para a revisão global da implementação da Estrutura Global da Biodiversidade.
A 16ª Conferência da ONU sobre Biodiversidade foi retomada no dia 25 de fevereiro, em Roma, após o encontro de novembro ter falhado em encontrar consenso. A COP16.2 conseguiu avançar em um dos principais desafios da implementação do Marco global de Biodiversidade (GBF): a arquitetura financeira para garantir recursos necessários até 2030.
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As partes concordaram com um roteiro para um sistema mais eficaz de financiamento da biodiversidade, incluindo uma decisão em 2028 sobre o formato deste futuro mecanismo.
A ideia é que esse mecanismo seja mais ágil e menos burocrático para liberar recursos. Hoje, eles vêm de acordos bilaterais, dos setores privado e filantrópico e, ainda, de fontes como o GEF, sigla em inglês para Fundo Global para o Meio Ambiente.Apesar do avanço, organizações alertam para a falta de concretização nos recursos necessários.
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“Este [criação do mecanismo] é um movimento útil para manter a confiança de que a lacuna no financiamento para a natureza pode ser fechada, mas é apenas um lado da moeda, e urgentemente precisamos ver o outro lado também: dinheiro na mesa. Isso significa a entrega rápida de US$ 20 bilhões por ano de financiamento público a partir deste ano. Os processos alcançados aqui em Roma também precisarão eliminar subsídios que prejudicam a natureza e levar a novas formas transparentes, equitativas e justas de gerar financiamento”, disse An Lambrechts, chefe da delegação da Greenpeace na COP16.
Fonte: O Eco