Pais e irmã do jovem de 16 anos falam sobre luto devastador enquanto acusado aguarda julgamento preso preventivamente
A família de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, voltou a falar publicamente nesta sexta-feira (27/2) sobre a dor provocada pela morte do adolescente, que não resistiu às agressões sofridas no último dia 22 de janeiro, no Distrito Federal. Rodrigo morreu em 7 de fevereiro, após permanecer 16 dias internado em estado grave.
Em coletiva de imprensa, o pai do jovem, o engenheiro Ricardo Castanheira, descreveu o impacto da perda. Emocionado, afirmou que a rotina da família foi completamente desestruturada desde a tragédia.
“O coração está destruído demais. Nossa vida praticamente acabou. Não conseguimos fazer nada direito, nem comer. Perdi tanto peso que minhas roupas estão caindo”, disse.
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Ricardo contou que evita fotos, o quarto do filho e até passar em frente à escola onde ele estudava. “Espero que um dia seja menos pior que o outro. O dia a dia não é mais o mesmo”, afirmou.
A irmã de Rodrigo, Isabela Castanheira, também se manifestou. Abalada, lamentou os planos interrompidos pela morte precoce do irmão. “Ele era metade do meu coração. Eu pensei que ele estaria presente na minha formatura e no meu casamento. Agora ele não estará”, declarou.
A família afirma que espera que a Justiça responsabilize todos os envolvidos. “Meu filho se foi, mas poderia ser o filho de qualquer outro”, reforçou o pai.
ENTENDA O CASO
Segundo as investigações, Rodrigo Castanheira e o ex-piloto Pedro Turra se envolveram em uma briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF).
De acordo com relatos, a discussão começou após Pedro jogar um chiclete mascado em um amigo do adolescente. Rodrigo teria reagido verbalmente, dizendo que não deixaria a situação passar caso fosse com ele. A partir daí, iniciou-se a agressão física.
Imagens gravadas por testemunhas mostram os dois trocando socos. Em determinado momento, Pedro desferiu um golpe que fez Rodrigo bater a cabeça contra um carro. O adolescente perdeu as forças e caiu, sendo separado por colegas.
Gravemente ferido, Rodrigo foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras. Durante o atendimento, vomitou sangue e sofreu uma parada cardiorrespiratória que durou cerca de 12 minutos. Ele permaneceu internado na UTI até falecer, 16 dias depois.
Pedro Turra foi preso um dia após a briga, mas acabou liberado mediante pagamento de fiança de R$ 24 mil. Após a repercussão do caso e o surgimento de novas denúncias, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Ele está detido no Complexo Penitenciário da Papuda.
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Inicialmente investigado por lesão corporal gravíssima, o crime foi reclassificado após a morte do adolescente. O acusado deverá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.