Presença do corante foi identificada em tecidos envoltos no corpos de dois bebês, que foram enterrados com homenagens incomuns para a idade
Pesquisadores identificaram vestígios de um corante raro mencionado em textos bíblicos durante escavações em túmulos antigos no Oriente Médio. A descoberta é considerada importante porque reforça evidências sobre o uso de pigmentos valiosos por populações que viveram na região há milhares de anos.
Segundo os arqueólogos, o material encontrado corresponde ao púrpura-tírio, um corante de tonalidade roxa produzido a partir de moluscos marinhos e considerado um dos mais caros e prestigiados da Antiguidade. Na época, a substância era associada à realeza, líderes religiosos e membros da elite devido à dificuldade de produção e ao alto valor comercial.
Os vestígios foram localizados em tecidos preservados dentro de sepultamentos antigos. As análises laboratoriais confirmaram a presença do pigmento, que aparece citado em diferentes passagens da Bíblia como símbolo de riqueza, poder e status social.
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Especialistas explicam que a descoberta ajuda a compreender melhor os costumes funerários e a organização social das antigas civilizações da região. O uso do corante em peças depositadas nos túmulos sugere que os indivíduos enterrados possuíam posição de destaque dentro de suas comunidades.
A produção do púrpura-tírio exigia a extração de secreções de milhares de moluscos para obter pequenas quantidades do pigmento, tornando-o extremamente raro. Por causa disso, roupas tingidas com a substância eram reservadas a pessoas de alto prestígio.
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Os pesquisadores afirmam que o achado oferece novas pistas sobre o comércio, a economia e as práticas culturais da Antiguidade, além de estabelecer uma ligação entre evidências arqueológicas e registros históricos presentes em textos religiosos.