Aliança entre Pyongyang e Moscou ganha força com envio de tropas, mísseis e munições para o conflito na Ucrânia.
A participação da Coreia do Norte na guerra entre Rússia e Ucrânia ganhou um novo capítulo após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmar que Pyongyang pode enviar até 50 mil soldados para reforçar as tropas russas. Além disso, segundo o governo ucraniano, mísseis norte-coreanos continuam sendo utilizados em ataques contra cidades da Ucrânia.
As declarações reforçam o aprofundamento da parceria militar entre os governos de Kim Jong-un e Vladimir Putin, que firmaram um tratado de cooperação estratégica em 2024. Desde então, a Coreia do Norte passou a fornecer armamentos, munições e apoio humano para o esforço de guerra russo.
De acordo com autoridades ucranianas, uma nova unidade de mísseis balísticos norte-coreanos teria sido incorporada às forças russas na região de Voronezh, próxima à fronteira com a Ucrânia. A estrutura incluiria seis lançadores, cerca de 120 projéteis e aproximadamente 90 militares responsáveis pela operação.
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Zelensky também afirmou que esses armamentos estariam ligados a ataques recentes que deixaram mortos e feridos em território ucraniano.
APOIO MILITAR CRESCE DESDE 2024
Relatórios de institutos internacionais indicam que a Coreia do Norte já enviou à Rússia:
Mais de 15 milhões de munições;
Centenas de mísseis balísticos;
Canhões de artilharia;
Veículos militares;
Cerca de 14 mil soldados entre 2024 e 2025.
Agora, segundo as autoridades ucranianas, uma nova mobilização de até 50 mil militares estaria em preparação para ampliar esse apoio.
Além das tropas, cerca de 30 mil trabalhadores norte-coreanos também teriam sido enviados para atuar na economia russa, suprindo a falta de mão de obra causada pela guerra.
Guerra entra em nova fase
O conflito, que já dura cinco anos, passou a ser marcado pelo uso intenso de drones e mísseis de longo alcance pelos dois lados. Enquanto a Ucrânia amplia ataques contra alvos estratégicos em território russo, Moscou intensifica bombardeios sobre cidades ucranianas.
Analistas apontam que a Rússia enfrenta dificuldades para repor efetivos e equipamentos militares, fator que pode explicar o fortalecimento da cooperação com a Coreia do Norte.
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Apesar do aumento do apoio militar de Pyongyang, especialistas afirmam que ainda é cedo para medir o impacto que uma eventual nova leva de dezenas de milhares de soldados norte-coreanos poderá ter sobre o rumo da guerra.