Empresário Leonardo Ceschini foi condenado por feminicídio de Érica Fernandes Alves; crime aconteceu em 2021, após uma discussão relacionada ao Palmeiras
O empresário Leonardo Souza Ceschini, de 34 anos, foi condenado nesta segunda-feira (31/8) a 13 anos e 24 dias de prisão pelo feminicídio da esposa, Érica Fernandes Alves. O julgamento ocorreu na 5ª Vara do Júri da Capital, no Foro Central Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime, além das qualificadoras de feminicídio e meio cruel. Também foi considerada uma causa de aumento de pena pelo fato de o homicídio ter ocorrido na presença dos filhos do casal.
Na definição da sentença, o juiz Antonio Carlos Pontes de Souza avaliou que as qualificadoras e o agravante reconhecidos pelo Conselho de Sentença tiveram maior peso na pena, apesar da confissão espontânea do réu e da causa de diminuição relacionada ao privilégio.
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O crime aconteceu em 30 de janeiro de 2021, após uma discussão entre o casal que teria começado por causa de futebol. Érica era torcedora do Palmeiras, enquanto Ceschini era corintiano.
A Polícia Militar foi chamada por vizinhos e encontrou Érica caída e ferida na cozinha do apartamento. A mulher havia sido atingida por golpes de faca. Ela recebeu atendimento médico, mas não resistiu.
Em depoimento, Ceschini afirmou que a esposa teria iniciado a agressão com uma faca. Segundo a versão apresentada por ele, o empresário conseguiu tomar o objeto e, posteriormente, atingiu Érica.
O réu também apresentava ferimentos no abdômen e foi levado ao Hospital do Mandaqui, na zona norte da capital. Após receber atendimento, ele foi preso em flagrante, mas acabou colocado em liberdade em fevereiro de 2021.
FILHOS ESTAVAM NO APARTAMENTO
O casal tinha dois filhos gêmeos, que tinham cerca de dois anos na época do crime. As crianças estavam no apartamento durante o homicídio e atualmente vivem sob os cuidados da avó materna.
Ceschini respondia ao processo em liberdade. Com a condenação, a Justiça reconheceu o feminicídio e o meio cruel como qualificadoras do crime, além da circunstância de os filhos terem presenciado o homicídio.
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As defesas do réu e da vítima foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a publicação das informações.