NOTÍCIAS
Geral
Coronel acusado de feminicídio sugere que marcas no corpo da PM Gisele foram provocadas no necrotério
Foto: Divulgação

Em depoimento à Corregedoria da PM, Geraldo Leite Rosa Neto levantou a hipótese de que o advogado da família teria manipulado o corpo para produzir provas contra ele; defesa da vítima classificou a acusação como absurda.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, levantou uma hipótese durante depoimento à Corregedoria da Polícia Militar que envolve o corpo da vítima. Segundo ele, o advogado contratado pela família da policial poderia ter ido ao necrotério e provocado as marcas encontradas no pescoço do cadáver com o objetivo de incriminá-lo.

 

A declaração foi feita enquanto Geraldo está preso no Presídio Militar Romão Gomes. O depoimento ocorreu por chamada de vídeo e foi prestado no âmbito da investigação conduzida pela Justiça Militar.

 

“Eu penso nisso, deles terem ido lá e propositalmente [...] apertaram o pescoço para fazer prova contra mim”, afirmou o coronel, ao sugerir que as lesões poderiam ter sido provocadas depois da morte da esposa.

 

Veja também 

 

Polícia Civil investiga Haddad após queixa de Ricardo Nunes por suposta difamação

 

Correios entram em greve por tempo indeterminado após impasse nas negociações

 

Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com Geraldo, na região central de São Paulo. Além de um disparo na cabeça, o corpo da soldado apresentava marcas no pescoço consideradas compatíveis com esganadura.

 

De acordo com os elementos periciais citados na investigação, a policial teria sido segurada pelo pescoço no momento em que sofreu o ferimento fatal. Na ocasião, segundo as informações do caso, apenas Geraldo e Gisele estavam no imóvel.

 

CORONEL NEGA FEMINICÍDIO

 

Durante o depoimento, que durou aproximadamente duas horas, Geraldo manteve a versão de que Gisele teria cometido suicídio. O oficial também levantou suspeitas sobre outras pessoas envolvidas na investigação.

 

Além do advogado da família, o coronel questionou a atuação de peritos e chegou a sugerir que o celular dele poderia ter sido manipulado para criar elementos que o incriminassem.

 

Geraldo permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes e responde pelo feminicídio da esposa e por fraude processual. O depoimento dele à Justiça comum, responsável pelo julgamento relacionado à morte de Gisele, foi adiado três vezes e está marcado para o próximo dia 5.

 

ADVOGADO DA FAMÍLIA CONTESTA ACUSAÇÃO

 

O advogado Miguel Silva, que representa a família de Gisele, rejeitou as declarações feitas pelo coronel. Em manifestação nesta sexta-feira (11), ele classificou a hipótese levantada por Geraldo como “descabida” e “um absurdo”.

 

“Ele está querendo me misturar com ele. Sou advogado, não assassino, nem bandido”, afirmou Miguel.

 

O advogado também explicou que não estava em São Paulo no dia em que Gisele foi assassinada. Segundo ele, estava fora da capital acompanhado da esposa durante o feriado e só foi procurado pela família da policial no dia seguinte ao crime.

 

Miguel afirmou que esteve no velório da soldado no período da noite e negou qualquer possibilidade de ter participado de uma eventual manipulação do corpo.

 

“A acusação dele é descabida. Mostra o desespero para justificar o injustificável. Para ele, todo mundo mente, só ele fala a verdade”, declarou.

 

O advogado também afirmou que, ao longo do depoimento, Geraldo colocou sob suspeita diferentes pessoas envolvidas no caso, incluindo policiais, bombeiros e profissionais responsáveis pelos exames periciais.

 

INVESTIGAÇÃO REÚNE PROVAS TÉCNICAS

 

As acusações apresentadas pelo coronel são confrontadas pelos elementos reunidos durante a investigação do caso. Entre as provas analisadas estão exames periciais e imagens registradas por câmeras corporais de policiais militares que participaram do atendimento da ocorrência.

 

Geraldo foi preso cerca de um mês depois da morte da esposa, após a Justiça expedir um mandado de prisão contra o oficial.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram

 

O caso continua sendo investigado e será analisado pela Justiça, que deverá avaliar as versões apresentadas pelo réu e os elementos técnicos produzidos durante a apuração. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.