Letícia e sua filha
O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, chegou ao Brasil neste fim de semana. Ela foi encontrada morta na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, e a família aguardava a repatriação desde fevereiro, quando o governo canadense confirmou sua identidade. O velório será em Goiânia, marcado para as 14h deste domingo.
Segundo parentes, autoridades canadenses comunicaram a identificação de Letícia via WhatsApp, após testes de DNA. Depois disso, o contato com a funerária responsável foi repassado à família, que contratou a Global Funeral, em São Paulo, para finalizar o transporte e os procedimentos de repatriação.
As investigações indicam que Letícia pode ter morrido por exposição prolongada ao frio e falta de alimento. A polícia de Quebec informou que o corpo não apresentava sinais aparentes de violência, mas detalhes sobre seus últimos dias e como ela chegou à área de floresta ainda não foram esclarecidos.
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O corpo foi encontrado em abril de 2024, na cidade de Coaticook, perto da fronteira com Vermont e New Hampshire, nos Estados Unidos. A identidade só foi confirmada oficialmente no fim de fevereiro de 2026, e a família precisou arcar com os custos do traslado, já que o Itamaraty não cobre repatriação de restos mortais fora de casos excepcionais.
Natural de Goiânia, Letícia era formada em Química pela UFG e tinha mestrado pelo ITA. Iniciou um doutorado e deixa uma filha de 12 anos sob os cuidados da avó. Ela deixou o Brasil em 2023, passou por países da América do Sul e seguiu para os Estados Unidos, onde ficou sob custódia migratória por cerca de três meses antes de desaparecer.
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Meses depois, o corpo foi localizado na floresta na fronteira com o Canadá. Para a família, a confirmação encerrou o período de buscas, mas não trouxe respostas. “Não teremos paz até entender o que aconteceu”, disse o irmão de Letícia, Fabrício Oliveira Alves, expressando a dor e a frustração do caso.