A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) prossegue com a investigação e continua com as oitivas de testemunhas da morte do menino
O corpo do menino Mateus, de 11 anos, morto pelo próprio pai em um caso que chocou o país, permanece no Instituto Médico Legal (IML) de Manaus sem que nenhum familiar tenha comparecido para realizar a liberação e os procedimentos de sepultamento. A informação foi confirmada pelas autoridades responsáveis pelo caso.
O crime aconteceu no último domingo (13), no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. O principal suspeito é o pai da criança, identificado como Júnior de Souza, missionário religioso, que foi preso em flagrante após confessar o assassinato. Em depoimento, ele afirmou que matou o filho porque o menino não teria lhe dado "bom dia" e por acreditar que a criança estava sendo desobediente.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o homem utilizou um objeto cortante para atacar o filho dentro da residência. Após o crime, ele acionou familiares e acabou detido pela Polícia Militar. O caso foi registrado como homicídio qualificado, e a Justiça converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva.
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Enquanto as investigações seguem, o corpo da criança continua no IML aguardando a presença de parentes para os trâmites legais. Segundo o instituto, até o momento nenhum familiar compareceu para fazer o reconhecimento oficial e providenciar o sepultamento.

Foto: Reprodução
A Polícia Civil também apura o histórico familiar e o estado psicológico do suspeito para esclarecer a motivação do crime. Testemunhas relataram que o homem apresentava comportamento rígido dentro de casa e costumava justificar atitudes violentas com argumentos religiosos, informação que ainda é analisada pelos investigadores.
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O caso provocou grande comoção em Manaus e reacendeu o debate sobre violência contra crianças e a importância da denúncia de situações de maus-tratos. As investigações continuam para reunir todos os elementos que irão compor o inquérito policial.