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Correios buscam R$ 8 bilhões adicionais até junho para evitar crise financeira em ano eleitoral
Foto: Divulgação

Agência dos Correios, em São Paulo; empresa passará por reestruturação

Os Correios já articulam a captação de até R$ 8 bilhões extras até junho para viabilizar seu plano de reestruturação e evitar uma nova crise financeira em pleno período eleitoral. A estratégia envolve a contratação de um novo empréstimo ou a antecipação de um aporte da União.

 

Segundo pessoas que acompanham o tema, os R$ 12 bilhões obtidos no fim de 2025 por meio de uma operação de crédito com cinco bancos incluindo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal devem sustentar o caixa da estatal apenas até meados deste ano. O prazo pode ser ligeiramente estendido caso medidas de ajuste, como o Programa de Demissão Voluntária (PDV), tenham adesão acima do esperado.

 

Mesmo assim, a avaliação interna é de que garantir os recursos adicionais o quanto antes é fundamental para evitar dificuldades financeiras durante a campanha eleitoral, cenário que poderia gerar desgaste político para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

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PLANO DE REESTRUTURAÇÃO PREVÊ R$ 20 BILHÕES


 A estatal estima que o plano de reestruturação exige R$ 20 bilhões ao todo, destinados à regularização de dívidas, financiamento de medidas de ajuste como incentivos ao PDV e mudanças no plano de saúde e manutenção das obrigações operacionais.

 

Do crédito já contratado, R$ 10 bilhões ingressaram no caixa no fim de 2025, enquanto os R$ 2 bilhões restantes devem ser liberados até o fim de janeiro. Em entrevista no final do ano passado, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, já havia reconhecido a necessidade de mais R$ 8 bilhões para garantir o equilíbrio financeiro da empresa.

 

GOVERNO AVALIA ANTECIPAR APORTE

 

Nesta semana, a direção da estatal iniciou conversas com instituições financeiras para avaliar a possibilidade de uma nova operação de crédito. Paralelamente, também busca viabilizar o aporte da União previsto em contrato com os bancos.

 

Uma cláusula do acordo firmado com Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander prevê uma injeção de R$ 6 bilhões da União até 2027, compromisso confirmado pelo Tesouro Nacional. O valor pode ser repassado de forma parcelada ou integral, independentemente de uma nova captação no mercado.

 

O governo agora avalia a possibilidade de antecipar parte desse aporte ainda em 2026, para evitar a repetição de situações críticas como a do fim de 2025, quando atrasos na negociação do crédito colocaram em risco até o pagamento do 13º salário dos funcionários.

 

BANCOS MOSTRAM CAUTELA COM NOVO EMPRÉSTIMO


Outro fator que pesa contra uma nova operação de crédito é a baixa disposição dos bancos em ampliar a exposição aos Correios. A primeira operação envolveu as cinco maiores instituições do país, que podem resistir a uma nova rodada de financiamento.

 

Bancos menores chegaram a apresentar propostas, mas com custos acima do que a União considera aceitável para conceder garantia soberana. Técnicos avaliam que aumentar ainda mais o endividamento pode comprometer o futuro da estatal.

 

O contrato atual tem prazo de 15 anos, com três anos de carência. A partir de 2028, o serviço da dívida deve superar R$ 1 bilhão por ano, valor que poderia crescer ainda mais em caso de nova operação.

 

OUTRAS ALTERNATIVAS EM ESTUDO

 

Além do aporte, o governo estuda mecanismos de compensação pelo serviço postal universal, obrigação constitucional que gera custos elevados à empresa. Uma das ideias em análise é a adoção de modelos internacionais, nos quais taxas específicas financiam a universalização do serviço postal.

 

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Procurados, os Correios afirmaram que a primeira fase do plano de reestruturação está em andamento e que novas operações financeiras poderão ser avaliadas nas próximas etapas, desde que alinhadas aos objetivos estratégicos da estatal. 

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