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CPI do crime organizado convoca ex-noiva de Daniel Vorcaro e rejeita Valdemar Costa Neto
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Pedido de convocação de ACM Neto foi retirado de pauta; quebra de sigilo de Paulo Guedes foi rejeitada

A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou a convocação da influenciadora e ex-noiva de Daniel Vorcaro, Martha Graeff, e rejeitou o pedido para ouvir o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em sessão marcada por divisões sobre o alcance político da investigação. Martha entrou no radar da comissão a partir de mensagens e anotações apreendidas nas investigações sobre o Banco Master e deve prestar esclarecimentos sobre interlocuções relacionadas ao caso. Ela também tem depoimento marcado na CPI do INSS na próxima segunda-feira.

 

A tentativa de convocar Valdemar foi levada a voto em separado e rejeitada por quatro votos a seis. O requerimento se baseava em declarações do dirigente sobre doações feitas pelo empresário Fabiano Zettel, preso na Operação Compliance Zero, à campanha de Jair Bolsonaro e ao PL nas eleições de 2022.

 

Também foram aprovadas convocações do ex-governador de Mato Grosso Pedro Taques e de nomes ligados a empresas que concentram o foco da apuração, como Prime Aviation e Fraction 024, incluindo Artur Martins de Figueiredo, João Gustavo Haenel Neto, Flavio Daniel Aguetoni, Thatiane Garcia Silva, Rodolfo Garcia da Costa e Marcus Vinicius da Mata.

  

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Parte dos requerimentos foi retirada de pauta a pedido dos autores. Entre eles, a convocação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, após relatório do Coaf apontar que sua consultoria recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da REAG Investimentos entre 2023 e 2024. Também não foram analisados pedidos envolvendo a ex-assessora de Michelle Bolsonaro, Giselle dos Santos Carneiro da Silva, o advogado Willer Tomaz e o ex-ministro Ronaldo Vieira Bento, além de outros alvos ligados às empresas investigadas.

 

No eixo financeiro, a comissão rejeitou a quebra de sigilo do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e retirou de pauta medidas que atingiam o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ex-ministro João Roma. Permanecem em análise pedidos de acesso a dados de pessoas e empresas ligadas às estruturas investigadas, como Letícia Caetano dos Reis, Ahmed Mohamad Oliveira e fundos e empresas como Arleen FIP, Laguz FIDC, Clínica Mais Médicos S.A., A&M Consultoria Empresarial, Prime Aviation e Fraction 024. Um dos pedidos aprovados determina que a CVM identifique os beneficiários finais de fundos ligados ao Banco Master e à REAG Investimentos.

 

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Em sequência, o colegiado realizará a oitiva de Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital. O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza também foi convocado, mas obteve decisão no STF que desobrigou sua presença. 

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