Colegiado será instalado na próxima terça-feira e terá como foco a apuração da atuação de milícias e de facções criminosas
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, que será instalada no Senado na próxima semana, já recebeu quase todas as indicações dos partidos para as vagas titulares do colegiado.
Entre os nomes apresentados, estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa, e Sergio Moro (União-PR). Do lado governista, o PT indicou Rogério Carvalho (SE), líder do partido no Senado, e Jaques Wagner (BA), líder do governo. Fabiano Contarato (PT-ES), que era delegado, estará na suplência.
O Republicanos ainda não indicou membro titular e nem um suplente. Ainda faltam outras duas indicações para a suplência. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pretende ficar com a relatoria da CPI. Vieira foi o autor do requerimento apresentado em fevereiro que originou a criação da CPI. O colegiado contará com 11 integrantes titulares e 7 suplentes. O prazo de funcionamento será de 120 dias.
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O colegiado será instalado na próxima terça-feira (4) e terá como foco a apuração da atuação de milícias e de facções criminosas. A escolha, no entanto, ainda carece de acordo, uma vez que depende também de quem presidirá o grupo.
“A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em comunicado sobre a instalação da CPI para apurar a estrutura e o funcionamento do crime organizado.
A decisão vem depois de uma megaoperação policial no Rio de Janeiro contra a organização criminosa Comando Vermelho deixar ao menos 121 mortos, segundo o governo do Estado.
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Segundo a Defensoria Pública, contudo, o saldo de fatalidades é de 132 pessoas. O presidente do Senado voltou a defender a união das instituições públicas contra as organizações criminosas.
Fonte: R7