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25/10/2021

CPI quer que Supremo investigue fake news de Bolsonaro que associou vacina à Aids

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Foto: Reprodução

Intenção de senadores é que declaração seja incluída no inquérito das fake news, no qual o presidente é investigado. Eles também querem que Bolsonaro seja banido das redes.

Senadores que integram a CPI da Covid defenderam nesta segunda-feira (25) que a comissão envie ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de investigação sobre a declaração mentirosa feita pelo presidente Jair Bolsonaro sobre uma falsa relação entre a vacina contra o coronavírus e a Aids.

 

O requerimento foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e, segundo ele, deve ser votado na sessão desta terça-feira (26), quando também está prevista a apreciação do relatório final de que pede o indiciamento de Bolsonaro.

 

“Quando o presidente, de forma reiterada e consciente, mente e desinforma a população, milhares de pessoas deixam de buscar a vacinação, usar máscaras ou adotar medidas de cautela contra a Covid-19. A consequência, como sabemos, é o aumento no número de infectados, doentes e mortos. É o prolongamento do sofrimento causado pela pandemia”, escreveu Vieira no documento.

 

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O senador pede para que os termos da declaração de Bolsonaro sejam enviados ao ministro Alexandre de Moraes, relator no STF do inquérito que investiga o presidente por fake news.

 

“Não ocupasse o cargo de Presidente da República, protegido pela Constituição da República em função de sua proeminência e dignidade, a persistência no cometimento de infrações penais, com grave prejuízo à garantia da ordem pública, sobejas provas da existência de crime, indícios bastantes de autoria e de perigo gerado por seu estado de liberdade, já haveria suficiente preenchimento dos requisitos elencados pelo art. 312 do Código de Processo Penal para a decretação de prisão preventiva”, continuou o senador.

 

Vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também defendeu a medida.

 

"Informo que incluiremos, no relatório da CPI, a fala mentirosa e absurda de Bolsonaro associando a vacina contra a Covid-19 à Aids. Além disso, encaminharemos ofício ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo que Bolsonaro seja investigado por esse absurdo no âmbito do inquérito das fake news e recomendaremos às plataformas de redes sociais a suspensão e/ou o banimento do presidente”, escreveu em uma rede social.

 

Facebook tira do ar


Durante live foi na quinta-feira (21), Bolsonaro mencionou uma notícia falsa que diz que relatórios oficiais do Reino Unido teriam sugerido que as pessoas totalmente vacinadas estariam desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) "muito mais rápido do que o previsto".

 

"Só vou dar notícia, não vou comentar. Já falei sobre isso no passado, apanhei muito... Vamos lá: relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados... Quem são os totalmente vacinados? Aqueles que depois da segunda dose né... 15 dias depois, 15 dias após a segunda dose, totalmente vacinados... Estão desenvolvendo Síndrome da Imunodeficiência Adquirida muito mais rápido do que o previsto. Portanto, leiam a matéria, não vou ler aqui porque posso ter problema com a minha live", afirmou Bolsonaro durante a transmissão.

 

Após as declarações, o Facebook tirou o vídeo do ar. O vídeo não está mais disponível nas contas do presidente no Facebook e também no Instagram, que pertence ao mesmo grupo.

 

“Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”, disse um porta-voz do Facebook.

 

Reino Unido confirma que notícia é falsa


Procurado pelo g1, o Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido afirma que a publicação é de um site que propaga "fake news" e teorias da conspiração e diz que a história não é verdadeira.

 

A notícia falsa mencionada por Bolsonaro foi colocada no site conspiracionista beforeitnews.com, que publica textos dizendo que as vacinas rastreiam os vacinados e que milhões de pessoas morreram com as vacinas.

 

Zahraa Vindhani, oficial de comunicações da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, afirmou ainda que "as vacinas contra a Covid-19 não causam Aids" e que a "A Aids é causada pelo HIV."

 

Pesquisadores ouvidos pelo g1 também refutam as ideias contidas na publicação falsa.

 

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Em março, as duas redes sociais já tinham removido um vídeo do presidente em que ele provocava aglomerações durante um passeio em Brasília, em um momento em que o Brasil registrava cerca de 2.500 mortes diárias, pela média móvel. 

 

Fonte: G1

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