Novo livro explora os potenciais benefícios e limitações do popular suplemento
A creatina, popular entre atletas e frequentadores de academia, vai muito além da fama de “construtor de músculos”. Segundo estudos científicos, ela atua principalmente como uma fonte de energia rápida para o corpo — mas não faz milagres.
Produzida naturalmente pelo organismo (no fígado, rins e pâncreas), a creatina é armazenada majoritariamente nos músculos e convertida em fosfocreatina, substância essencial para regenerar o ATP, principal fonte de energia celular. É esse mecanismo que melhora o desempenho em exercícios de alta intensidade e curta duração.
De acordo com análises como as apresentadas no livro Manual de Creatina e Cinética In Vivo da Creatinina, do pesquisador Mehdi Boroujerdi, o suplemento pode aumentar força, potência e rendimento físico — mas não substitui treino, alimentação adequada ou descanso.
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Outro ponto importante: mais não significa melhor. O corpo tem um limite de armazenamento de creatina. O excesso é eliminado pelos rins, sem trazer benefícios adicionais.
Além do desempenho físico, estudos indicam possíveis efeitos positivos na função cognitiva, como melhora de memória e raciocínio, especialmente em idosos ou pessoas com baixos níveis naturais da substância. Ainda assim, esses efeitos estão em investigação e não são conclusivos.

Foto: Reprodução
A forma mais comum e estudada é a creatina monohidratada. O uso geralmente segue um protocolo de “saturação” (cerca de 20g por dia por uma semana) seguido de manutenção (3 a 5g diárias). No entanto, doses menores contínuas também podem gerar resultados ao longo do tempo.
Apesar de preocupações populares, a creatina não é um esteroide e, em pessoas saudáveis, apresenta bom perfil de segurança. Mesmo assim, indivíduos com problemas renais devem buscar orientação médica antes de usar.
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No fim das contas, a ciência é clara: a creatina pode ser uma aliada importante — mas está longe de ser uma solução mágica.