Sam Altman, CEO da OpenAI, esteve no Gitex Global em Dubai nesta terça-feira
O empresário Sam Altman, CEO e fundador da OpenAI, criadora do ChatGPT, disse que tornar a inteligência artificial (IA) abundante e barata é a melhor forma de impedir uma separação mundial entre países que investem na tecnologia e aqueles que ficam para trás. Ele esteve em painel de abertura do Gitex Global, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, nesta terça-feira.
— A melhor coisa que podemos fazer para garantir que não haja essa divisão é tornar a IA abundante e barata, ensinar como usá-la, torná-la disponível em todos os lugares, fazer com que todos os países a adotem. Os Emirados Árabes Unidos têm sido um parceiro maravilhoso para mostrar ao mundo o que é possível aqui, mas sei que eles concordam conosco sobre a importância de fazer isso globalmente — afirmou.
Em maio, a OpenAI anunciou a Stargate UAE, sua plataforma de infraestrutura de IA nos Emirados Árabes Unidos. O projeto marcou a primeira parceria no âmbito do OpenAI for Countries (OpenAI para países), programa da empresa para ajudar governos interessados a desenvolver capacidade de IA junto aos Estados Unidos.
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O programa inclui parceiros como a empresa local G42, além das americanas Oracle e Nvidia, e prevê a construção de um cluster de 1 GW em Abu Dhabi, com 200 MW planejados para começar a funcionar em 2026. Em contrapartida, os Emirados Árabes Unidos também vão investir na infraestrutura do Stargate nos Estados Unidos.
O executivo também defendeu que cada país precisa ter sua própria estratégia de IA, o que deve ser uma “prioridade máxima”:
— A liderança dos Emirados Árabes Unidos nisso tem sido incrível de se ver. Espero que sirva como um exemplo para o resto do mundo sobre como é para um país visionário realmente abraçar a IA e dizer que isso vai ser uma parte importante do nosso futuro.
Altman comentou também sobre a relação entre tecnologia e sociedade, contrapondo a ideia de que inovações impactam a sociedade de forma unidirecional. Para ele, é um processo constante em que mudanças tecnológicas provocam mudanças sociais, que, por sua vez, influenciam a criação de novas tecnologias:
— A concepção comum é que a tecnologia simplesmente cai sobre a sociedade, e a sociedade tem que reagir. Mas a forma como isso realmente funciona, em toda a minha experiência, é que é um sistema em coevolução, em que a tecnologia avança um pouco, a sociedade muda, a tecnologia muda, a sociedade muda mais.
LIDERANÇA DE ‘CIMA PARA BAIXO’
Durante o painel, Peng Xiao, CEO da holding de tecnologia G42, afirmou que, para um país se tornar “nativo em IA”, o fator mais importante é ter uma liderança política forte — “uma força que venha de cima para baixo”. Segundo ele, a inteligência artificial não pode estar apenas entre os 10 ou 20 itens da agenda nacional; precisa figurar entre as três maiores prioridades.
O segundo ponto destacado por Xiao é a educação da população. Ele explicou que, atualmente, os Emirados Árabes Unidos oferecem formação em IA para pessoas entre 18 e 30 anos, mas o objetivo é expandir esse alcance, indo dos 7 até os 70 anos.
O terceiro e quarto elementos essenciais, segundo Xiao, são a infraestrutura tecnológica, como o projeto Stargate, e as parcerias globais.
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— Nenhum país, empresa ou indivíduo pode fazer isso sozinho.
Fonte: O Globo