Menor sofria de danos cerebrais graves, paralisia cerebral e deficiência visual
Uma criança de quase 2 anos foi submetida à eutanásia na Holanda em um caso considerado inédito no país para uma pessoa com menos de 12 anos que não era recém-nascida. A morte ocorreu no fim de 2025, mas os detalhes do caso foram divulgados posteriormente após a análise de um comitê de revisão.
A criança nasceu prematuramente, com 26 semanas de gestação, e apresentava graves problemas de saúde, incluindo danos cerebrais, paralisia cerebral, deficiência visual, dificuldades respiratórias e crises epilépticas que não respondiam aos medicamentos. O gênero da criança não foi divulgado pelas autoridades.
De acordo com o comitê responsável pela avaliação do caso, os pais e o médico responsável concluíram que a criança sofria de maneira insuportável e não apresentava perspectiva de melhora. Antes do procedimento, o profissional também buscou uma segunda opinião médica independente.
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A Holanda permite a realização de eutanásia em situações específicas envolvendo menores. Para crianças entre 1 e 12 anos, as regras exigem que o sofrimento seja insuportável e sem perspectiva de melhora, além de avaliação médica e participação dos responsáveis. O caso foi considerado dentro dos critérios de cuidado previstos pelas normas holandesas.
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O procedimento foi realizado após todas as intervenções médicas e não médicas consideradas possíveis não apresentarem melhora no quadro. O comitê de revisão concluiu que o médico responsável agiu de acordo com os critérios exigidos, tornando o caso o primeiro conhecido envolvendo uma criança dessa faixa etária na Holanda.