Investigação do g1 mostra que criminosos usam códigos em comentários do TikTok para atrair interessados e direcioná-los ao Telegram. Além de contas de terceiros, pagamentos podem ser feitos por PIX ou criptomoedas
Um criminoso admitiu usar a conta bancária de uma terceira pessoa para receber pagamentos pela venda de material de abuso sexual infantil na internet. A declaração foi obtida durante uma apuração sobre grupos que comercializam esse tipo de conteúdo e utilizam diferentes plataformas digitais para atrair compradores.
De acordo com a investigação, o suspeito afirmou que a conta usada para receber os valores pertenceria a uma menina e demonstrou acreditar que as transações não poderiam ser rastreadas. A Polícia Federal, porém, alerta que pagamentos feitos por Pix deixam registros que podem auxiliar na identificação dos envolvidos e dos responsáveis pelas movimentações financeiras.
Investigadores explicam que criminosos recorrem a contas de terceiros, incluindo contas de ex-companheiras ou até de vítimas, para tentar esconder a ligação entre o dinheiro recebido e o autor do crime. Segundo a PF, esse tipo de estratégia busca dificultar o trabalho dos órgãos de controle e das autoridades responsáveis pelas investigações.
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A apuração também identificou a comercialização de pacotes de material criminoso em ambientes digitais. As autoridades ressaltam que o uso de contas bancárias de terceiros não elimina os rastros financeiros, já que os dados das transações podem ser utilizados para chegar aos envolvidos e identificar outras pessoas relacionadas ao esquema.
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Fotos: Darlan Helder/g1
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A venda, distribuição e armazenamento de material de abuso sexual infantil são crimes no Brasil. A legislação prevê penas específicas para essas condutas, inclusive quando praticadas por meio da internet, e estabelece medidas para investigação de crimes contra crianças e adolescentes no ambiente digital.