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Crise do petróleo acende alerta, mas Petrobras nega risco de falta de diesel no Brasil
Foto: Reprodução

Caminhões estão consumindo menos diesel no mundo

Em meio à escalada da crise do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, cresce a preocupação com o abastecimento de combustíveis no Brasil. Apesar disso, a Petrobras afirma que não há risco de desabastecimento de diesel no país.

 

Em nota, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) também disse que, até o momento, não há restrições na oferta de combustíveis no mercado interno. Ainda assim, o órgão informou que irá monitorar estoques e importações e determinou a retomada de leilões de gasolina e diesel como medida preventiva.

 

Mesmo com esse posicionamento oficial, entidades do setor acendem o sinal de alerta. A Abicom projeta risco de falta de diesel já no mês de abril, enquanto o Sindicom — que representa grandes distribuidoras como Vibra e Raízen — também aponta possibilidade de desabastecimento.

 

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A Petrobras, por sua vez, sustenta que está operando no limite. Segundo a estatal, as refinarias trabalham com carga máxima e a empresa tem antecipado entregas, fornecendo volumes cerca de 15% acima do previsto no início do mês.

 

Especialistas explicam que o problema vai além da produção. O Brasil é importador de diesel e depende do mercado internacional. Nesse cenário, a defasagem de preços se torna um entrave: de acordo com a Abicom, o diesel vendido pela Petrobras está cerca de 64% abaixo do valor praticado no exterior.

 

Para o especialista Adriano Pires, essa diferença desestimula importadores, que evitam comprar combustível mais caro fora e vender mais barato no Brasil. Além disso, há um movimento de formação de estoques, já que agentes do mercado esperam reajustes futuros.

 

Outro fator que pressiona o cenário é a volatilidade global. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que navios com combustível destinados ao Brasil estariam sendo redirecionados para outros países. A Abicom rebateu, dizendo que essa prática faz parte da dinâmica normal do mercado internacional, especialmente em momentos de instabilidade.

 

Com diferentes preços sendo praticados — entre refinarias, importadores e leilões — o mercado acaba ficando desorganizado, o que aumenta a incerteza.

 

A avaliação de especialistas é que, mesmo com o eventual fim do conflito, os preços do petróleo devem continuar elevados ao longo do ano, o que pode manter a pressão sobre o diesel no país.

 

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Enquanto isso, o governo tenta equilibrar o cenário entre evitar aumentos bruscos para o consumidor e garantir que o abastecimento não seja comprometido. 

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