NOTÍCIAS
Política
Críticas de governadores, ofensiva bolsonarista e projetos de lei: as reações na política à camisa vermelha da seleção
Foto: Reprodução

Ao todo, 82 deputados federais e 13 senadores se manifestaram sobre o uniforme

Segundo um levantamento da consultoria Bites, feito a pedido do GLOBO, o tema foi mencionado em 481 mil postagens nas plataformas digitais entre a segunda-feira e ontem. Ao todo, 82 deputados federais e 13 senadores se manifestaram sobre o uniforme.

 

Governadores que despontam como possíveis candidatos à Presidência da República em 2026 aproveitaram o momento para se posicionar. Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, associou a nova camisa ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e fez um contraponto ideológico em tom provocativo:

 

A camisa da nossa seleção nunca será vermelha e o nosso país também não. O MST passou o mês de abril invadindo terras, mas aqui em Minas tivemos o abril verde — afirmou Zema, em vídeo que superou 1,5 milhão de visualizações no X (antigo Twitter) e 4,5 milhões no Instagram, tornando-se a postagem com maior engajamento no meio político.

 

Veja também 

 

Lula cita escândalo do INSS pela primeira vez e diz que ''desmontou esquema''

 

Lula evita ato, grava vídeo e adverte que sindicalistas devem se atualizar

 

Em tom mais ameno, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também cotado para disputar o Planalto, sugeriu que uma alternativa menos associada à política poderia ter sido escolhida. Ele teve pouco mais de 600 mil visualizações. Se fosse para ter outra cor poderia ser o branco. Além de representar a paz, está na bandeira — opinou Leite, que também defendeu que as cores verde e amarela pertencem à nação, e não a um grupo político específico.

 

Na Câmara, seis propostas legislativas foram protocoladas por parlamentares que costumam priorizar pautas conservadoras — Zé Trovão (PL-SC), Otoni de Paula (MDB-RJ), Carlos Jordy (PL-RJ), Coronel Meira (PL-PE), Daniel Agrobom (PL-GO) e Maurício Marcon (Podemos-RS). Todos os projetos compartilham uma mesma premissa: proibir o uso, por representantes oficiais do Brasil em eventos internacionais, de cores que não estejam presentes na bandeira nacional.

 

Os parlamentares baseiam suas críticas no próprio estatuto da CBF, que determina que os uniformes devem seguir as cores da bandeira da confederação — as mesmas da bandeira do Brasil.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

Fora da oposição a Lula, porém, também houve críticas. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por se manifestar em tom conciliador. Em uma postagem com a atual camisa azul da seleção, escreveu: “Eu respeito quem gosta de qualquer cor, não tenho preconceito com nenhuma. Mas camisa número 2 da Seleção Brasileira, pra mim, continua sendo essa daí”.

 

Fonte: O Globo

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.